Uma nação que se preze tem que fortalecer seus filhos na colocação do moral acima do intelecto para fortalecimento do cacter.
Bem como, deve promover um Sistema Jurídico que auxilie na liberdade mais perfeita, no direito mais seguro, onde as pessoas serão mais independentes e por isso mesmos, mais felizes.
Aqui, tomo a liberdade de recomendar a leitura da obra imortal de F.Bacon (Novum Organum), para alguns doutos de nosso país.
Em virtude da realidade constrangedora, apresentada no sentenciar e julgar de alguns Meritissimos Juízes, isso mostra que não basta adquirir conhecimento da Justiça, é preciso ter coragem de defende-la, principalmente perante ao poder imposto pela pecúnia e a politica.
Como se vê, deve haver algo errado por trás dos actos que ainda não foram bem explicados.
Ou o Direito choca-se contra a Justiça.?
No presente estamos diante de episódios que, se devidamente investigados, poderá constatar que alguém insole, se deixou mergulhar num vasto oceano de confusas abaixar.
Com esse pensamento não estamos colocando em suspeita o ato daqueles que sempre merecem o nosso credito e respeito.
Estamos, isto sim, colocando em destaque aquilo que realmente acontece.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Por que o Amor nos Consome?
Por que o amor nos consome?
por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br
"Evoluir é transformar realidades".
Experenciamos o amor - ou o desamor - nos seus mais diversos níveis de intensidade. Passamos uma vida inteira entre altos e baixos de um sentimento que nos acompanha, seja pela carência ou pelo excesso, e que deixa-nos marcas profundas, "feridas" psíquicas ou agradáveis lembranças que nos trazem sensações de felicidade...
No entanto, porque a busca pelo amor perfeito nos angustia tanto? Por que perseguimos um ideal que nos proporcione "orgasmos" de completude e "gozos" de felicidade?
Justamente porque não conhecemos o caminho do meio entre a experiência do amor caótico e a busca pelo amor que nos proporcione sensação de plenitude. Ou estamos lá embaixo, carentes de algo que ainda não entendemos direito, chamado amor, ou nos encontramos em "ascensão" à procura desse desconhecido que nos complete...
Não conhecemos o "meio-caminho" entre os extremos, porque não paramos a máquina para assimilar os aprendizados de nossas experiências amorosas que nos proporcionam verdadeiras lições de vida. Encontramo-nos, imperceptivelmente, entre o caos e a busca da plenitude...
Somos seres cujas experiências de sofrimento e prazer alternam-se como ondas no oceano da vida. Se não possuímos o conhecimento do capitão dos mares, que com a sua experiência e apurada percepção consegue prever tempestades, contratempos e mudar o rumo de sua nau, salvaguardando a sua integridade física e psíquica, ficamos, indefinidamente, ao sabor dos acontecimentos e imprevistos que povoam o oceano da existência.
Náufragos, estaremos à deriva, perdidos, impotentes, desesperados, conformados com o destino... ou à espera do momento mágico que represente o êxtase do salvamento aguardado...
Somos indivíduos dos extremos, sendo que os altos e baixos não nos levam a lugar algum, somente se repetem como num interminável ciclo vicioso. Geralmente, não aprendemos a lição e repetimos a dose, vida após vida a oscilar nas relações amorosas, em busca de um amor que nos salve da sensação de caos que experenciamos em certos momentos vitais...
O amor nos consome porque não percebemos o caminho do meio onde encontra-se a sensação de equilíbrio, fonte de respostas esclarecedoras que contribuem ao processo de autoconhecimento.
O amor nos consome porque "ele" não encontra-se "fora", mas dentro de nós... no ponto de equilíbrio que precisamos perceber na relação consigo próprio, na relação com o outrem, com o mundo e com o universo...
Charles Chaplin eternizou uma frase que resume o que precisamos aprender sobre o maior dos sentimentos humanos: "Não morre quem deixou de viver, mas quem deixou de amar".
O amor, portanto, é o nosso maior desafio diante do universo. É a chave que abre a consciência humana para o ingresso de informações que devem ser apropriadas por aquele que está em busca de respostas. Chave que abre o coração humano para a entrada da energia que envolve, acalma, pacifica, harmoniza e contagia benéficamente...
Chave que se adquire quando nos apropriamos de um conhecimento imprescindível para a sensação de equilíbro no exercício do amor: o caminho do meio, aprendizado que passa pelas experiências de dor e prazer nas relações amorosas do espírito imortal.
Quando despertamos para a ligação interdimensional do amor, subimos um degrau na escala evolutiva da consciência. Condição que nos permite trilhar o caminho do meio e perceber que o amor é uma energia sutil, indelével, onipresente, fraterna, harmoniosa e eternamente à disposição do homem.
Psicoterapeuta Interdimensional.
www.flaviobastos.com
por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br
"Evoluir é transformar realidades".
Experenciamos o amor - ou o desamor - nos seus mais diversos níveis de intensidade. Passamos uma vida inteira entre altos e baixos de um sentimento que nos acompanha, seja pela carência ou pelo excesso, e que deixa-nos marcas profundas, "feridas" psíquicas ou agradáveis lembranças que nos trazem sensações de felicidade...
No entanto, porque a busca pelo amor perfeito nos angustia tanto? Por que perseguimos um ideal que nos proporcione "orgasmos" de completude e "gozos" de felicidade?
Justamente porque não conhecemos o caminho do meio entre a experiência do amor caótico e a busca pelo amor que nos proporcione sensação de plenitude. Ou estamos lá embaixo, carentes de algo que ainda não entendemos direito, chamado amor, ou nos encontramos em "ascensão" à procura desse desconhecido que nos complete...
Não conhecemos o "meio-caminho" entre os extremos, porque não paramos a máquina para assimilar os aprendizados de nossas experiências amorosas que nos proporcionam verdadeiras lições de vida. Encontramo-nos, imperceptivelmente, entre o caos e a busca da plenitude...
Somos seres cujas experiências de sofrimento e prazer alternam-se como ondas no oceano da vida. Se não possuímos o conhecimento do capitão dos mares, que com a sua experiência e apurada percepção consegue prever tempestades, contratempos e mudar o rumo de sua nau, salvaguardando a sua integridade física e psíquica, ficamos, indefinidamente, ao sabor dos acontecimentos e imprevistos que povoam o oceano da existência.
Náufragos, estaremos à deriva, perdidos, impotentes, desesperados, conformados com o destino... ou à espera do momento mágico que represente o êxtase do salvamento aguardado...
Somos indivíduos dos extremos, sendo que os altos e baixos não nos levam a lugar algum, somente se repetem como num interminável ciclo vicioso. Geralmente, não aprendemos a lição e repetimos a dose, vida após vida a oscilar nas relações amorosas, em busca de um amor que nos salve da sensação de caos que experenciamos em certos momentos vitais...
O amor nos consome porque não percebemos o caminho do meio onde encontra-se a sensação de equilíbrio, fonte de respostas esclarecedoras que contribuem ao processo de autoconhecimento.
O amor nos consome porque "ele" não encontra-se "fora", mas dentro de nós... no ponto de equilíbrio que precisamos perceber na relação consigo próprio, na relação com o outrem, com o mundo e com o universo...
Charles Chaplin eternizou uma frase que resume o que precisamos aprender sobre o maior dos sentimentos humanos: "Não morre quem deixou de viver, mas quem deixou de amar".
O amor, portanto, é o nosso maior desafio diante do universo. É a chave que abre a consciência humana para o ingresso de informações que devem ser apropriadas por aquele que está em busca de respostas. Chave que abre o coração humano para a entrada da energia que envolve, acalma, pacifica, harmoniza e contagia benéficamente...
Chave que se adquire quando nos apropriamos de um conhecimento imprescindível para a sensação de equilíbro no exercício do amor: o caminho do meio, aprendizado que passa pelas experiências de dor e prazer nas relações amorosas do espírito imortal.
Quando despertamos para a ligação interdimensional do amor, subimos um degrau na escala evolutiva da consciência. Condição que nos permite trilhar o caminho do meio e perceber que o amor é uma energia sutil, indelével, onipresente, fraterna, harmoniosa e eternamente à disposição do homem.
Psicoterapeuta Interdimensional.
www.flaviobastos.com
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Os políticos azedaram
Os políticos azedaram !, quem é o culpado....?
Você que votou nele, eu não!, foi você.....agora nimguem foi, nimguem votou.
Mas, mesmo assim.
Alguém tem que fazer alguma coisa.
Estamos juntos nesse marasmo.
Por algum motivo, não podemos queimar o mapa da mina.
Não abandonar o equilíbrio e nem a paz de espírito.
Não apaguemos as velas, pois corremos o risco de tropeçar em um inferno pelo nosso próprio voto.
Não procuremos bode expiatório
Não procuremos filhotes da Dita -Dura.
Não procuremos sapo barbudo.
Devemos sim, examinar o nosso voto.
Já ouvi as suas lamurias.
Por favor, ouça você agora as minhas.
Temos que reconstruir, evoluir.
Temos que trabalhar, melhorar.
Temos que educar, ensinar.
Temos que aplicar o Direito, a Lei, a Justiça.
Usemos o nosso poder de escolha.
Falta pouco
Só oito meses.
E ai use bem o seu voto
A responsabilidade é sempre nossa.
Você que votou nele, eu não!, foi você.....agora nimguem foi, nimguem votou.
Mas, mesmo assim.
Alguém tem que fazer alguma coisa.
Estamos juntos nesse marasmo.
Por algum motivo, não podemos queimar o mapa da mina.
Não abandonar o equilíbrio e nem a paz de espírito.
Não apaguemos as velas, pois corremos o risco de tropeçar em um inferno pelo nosso próprio voto.
Não procuremos bode expiatório
Não procuremos filhotes da Dita -Dura.
Não procuremos sapo barbudo.
Devemos sim, examinar o nosso voto.
Já ouvi as suas lamurias.
Por favor, ouça você agora as minhas.
Temos que reconstruir, evoluir.
Temos que trabalhar, melhorar.
Temos que educar, ensinar.
Temos que aplicar o Direito, a Lei, a Justiça.
Usemos o nosso poder de escolha.
Falta pouco
Só oito meses.
E ai use bem o seu voto
A responsabilidade é sempre nossa.
A Justiça adora receber papeis!
Justiça, Justiça,
Agora que as MPs voltaram e mais forte o que faço longe de você?
- Liga pra ela, meu
Tá maluco, cara? eu acho que ela gosta de mim, mas não tenho certeza......fico sem jeito!
-então escreve pra ela, ué!
Puxa, cara! sabe que pela 1{ vez você não falou besteira.
Escrever é uma boa!
A Justiça adora receber papeis
Hum.....tem que ser um processo bem montado!
Que diga tudo......só a verdade, se não o bicho pega.
Querida Justiça; querida não é muito intimo!
Prezada Justiça; prezada não é muito formal!Não!! Ela vai me achar um boçal.
- posso dar uma sugestão?
- por que não colocar simplesmente Justiça.
É isso é genial.
Estou escrevendo porque : por que mesmo cara;
- porque você gosta dela, ué! E você quer........lembra.
Mas eu não posso dizer isso abertamente
- então inventa uma desculpa.
Hum! Hum!
Já sei! uma vez, ouvi ela dissendo que gostava do Direito.
Pega pra mim um livro qualquer de Direito na estante.
- não tem meu.
Não tem?
Então vai até a livraria e compra um para mim, enquanto redijo.
- comprei um do Rui Barbosa.
Óptimo! óptimo.
Agora escuta para ver se esta bem.
Justiça estou escrevendo pois, assim como você eu também gosto do Direito e achei que esta poderia lhe interessar.
É do Rui Barbosa.
E do mais tudo bem?
Que saudades do Direito.
Precisamos aplica-lo novamente para nossa segurança e dos outros também.
E a ...........como esta?
Sacou cara é aqui o caminho.
Quem sabe quando acabar suas férias, nós possamos encontra novamente com o Direito.
É importante deixar uma pergunta no ar, pra ela responder.
- bem pensado.
Então até breve um abraço do ........
Eu ia colocar, seu admirador fulano de tal, mas ai da a impressão que ela não se lembra de mim-sem dúvida ficou melhor assim.
O que você acha? tá muito Rui...dosa ou muito fria.
- ta perfeita cara, bem equilibrada.
Legal
- você vai imprimir
Claro! quero dar uma boa impressão.
Coloco no envelope, você acha que este tá bom.
-claro né.
Escrevo o endereço, com letras caprichadas, estes detalhes são importantes, vamos para o correio.
E agora será que ela vai sacar que gosto dela?será que ela vai ficar surpresa? será que ela vai ficar feliz?
Ah/ como eu gostaria de ser uma mosquinha.
Após três dias.
Dona Justiça carta pra Senhora.
Justo agora que.......bem, deixa me ver.
Justiça estou escrevendo, pois bla, bla, bla,
-Então Senhora Justiça, quem é? Alguém especial!
Só um garotinho, lá do pedaço.
Me mandou um processo, mais este eu já tinha como tenho tantos nesse monte.
- é, e agora cara!
´É esperar, quem sabe um dia ela lembra de nós...
inspirado no Rolo Correspondencias Revista Cebolinha nº 210
Agora que as MPs voltaram e mais forte o que faço longe de você?
- Liga pra ela, meu
Tá maluco, cara? eu acho que ela gosta de mim, mas não tenho certeza......fico sem jeito!
-então escreve pra ela, ué!
Puxa, cara! sabe que pela 1{ vez você não falou besteira.
Escrever é uma boa!
A Justiça adora receber papeis
Hum.....tem que ser um processo bem montado!
Que diga tudo......só a verdade, se não o bicho pega.
Querida Justiça; querida não é muito intimo!
Prezada Justiça; prezada não é muito formal!Não!! Ela vai me achar um boçal.
- posso dar uma sugestão?
- por que não colocar simplesmente Justiça.
É isso é genial.
Estou escrevendo porque : por que mesmo cara;
- porque você gosta dela, ué! E você quer........lembra.
Mas eu não posso dizer isso abertamente
- então inventa uma desculpa.
Hum! Hum!
Já sei! uma vez, ouvi ela dissendo que gostava do Direito.
Pega pra mim um livro qualquer de Direito na estante.
- não tem meu.
Não tem?
Então vai até a livraria e compra um para mim, enquanto redijo.
- comprei um do Rui Barbosa.
Óptimo! óptimo.
Agora escuta para ver se esta bem.
Justiça estou escrevendo pois, assim como você eu também gosto do Direito e achei que esta poderia lhe interessar.
É do Rui Barbosa.
E do mais tudo bem?
Que saudades do Direito.
Precisamos aplica-lo novamente para nossa segurança e dos outros também.
E a ...........como esta?
Sacou cara é aqui o caminho.
Quem sabe quando acabar suas férias, nós possamos encontra novamente com o Direito.
É importante deixar uma pergunta no ar, pra ela responder.
- bem pensado.
Então até breve um abraço do ........
Eu ia colocar, seu admirador fulano de tal, mas ai da a impressão que ela não se lembra de mim-sem dúvida ficou melhor assim.
O que você acha? tá muito Rui...dosa ou muito fria.
- ta perfeita cara, bem equilibrada.
Legal
- você vai imprimir
Claro! quero dar uma boa impressão.
Coloco no envelope, você acha que este tá bom.
-claro né.
Escrevo o endereço, com letras caprichadas, estes detalhes são importantes, vamos para o correio.
E agora será que ela vai sacar que gosto dela?será que ela vai ficar surpresa? será que ela vai ficar feliz?
Ah/ como eu gostaria de ser uma mosquinha.
Após três dias.
Dona Justiça carta pra Senhora.
Justo agora que.......bem, deixa me ver.
Justiça estou escrevendo, pois bla, bla, bla,
-Então Senhora Justiça, quem é? Alguém especial!
Só um garotinho, lá do pedaço.
Me mandou um processo, mais este eu já tinha como tenho tantos nesse monte.
- é, e agora cara!
´É esperar, quem sabe um dia ela lembra de nós...
inspirado no Rolo Correspondencias Revista Cebolinha nº 210
O que tem de Repetitivo em sua Vida
Você já reparou que existem situações que se repetem em sua vida? Quando os acontecimentos bons ocorrem repetidas vezes é sinal de que estamos abertos para que aquele tipo de bem aconteça em nossa vida. Mas quando acontece algo ruim de novo é sinal de que? Será que não há nessa repetição um aprendizado que você ainda não conseguiu entender?
De acordo com a Metafísica, isso acontece porque geramos certos padrões de acontecimentos em nossas vidas. Nós vivenciamos as repetições para entendermos o que está dentro de nós que acaba atraindo do lado de fora tais situações"Nós vivenciamos as repetições para entendermos o que está dentro de nós que acaba atraindo do lado de fora tais situações" que servirão como lições.
Pessoas que atraem a traição, por exemplo, costumam ser desleais consigo mesmas. O que pode desencadear essa atração pode ser simplesmente algo que a pessoa tenta esconder dela mesma. Ou uma atitude que ela não toma e acaba fazendo o que todo mundo faria no lugar dela. Assim, ela se nega, se reprime e se trai.
Outro exemplo: pessoas que ficam em segundo plano na vida amorosa e profissional geralmente são aquelas que se colocam como alguém que quer passar transparente pela vida. Não querem assumir grandes compromissos nem com elas mesmas, muito menos com os outros. Assim, acabam sendo sempre trocadas e substituídas, porque negam o seu valor e sua importância no mundo - simplesmente porque, no fundo, sentem-se inferiores. Muitas vezes essas pessoas têm seus negócios falidos e relacionamentos fracassados porque não apostam suas moedas em si mesmas. Você percebe como somos capazes de nos sabotar?
Reflita e identifique o que você tem atraído
E você? Enquanto está lendo, está buscando descobrir o que se repete em sua vida? Uma boa ajuda para descobrir isso pode ser através de um amigo observador. Mas não escolha pedir ajuda para aqueles que são muito críticos - porque eles podem lhe colocar para baixo e não é esse o propósito. Pense de quantas maneiras diferentes você acabou passando por situações muito similares e que te fizeram se sentir mal por dentro, mesmo que você não tenha demonstrado isso para outras pessoas. Assim que você detectar o que se repetiu, busque descobrir o que precisa mudar em você para não continuar atraindo esse padrão.
Uma ajuda profissional pode lhe ajudar a compreender as reais razões que lhe levam a se envolver nestas situações. Na Metafísica, por exemplo, nós acreditamos que através de decretos feitos com muita fé nas palavras e na nossa capacidade de melhorar nossa qualidade de vida, nós trabalhamos nossa mente para desfazer esses bloqueios de energia que nos incomodam. Assim, obtemos uma vida com mais amor, paz e harmonia.
Decretos são afirmações que fazemos acreditando na força de mudar um padrão nosso de pensamento. Por exemplo, quando a pessoa se sente inferior, ao enviar para seu corpo e sua mente o decreto de que ela não se sente mais dessa forma, a força dessas palavras começa a alterar seus padrões de acontecimentos.
Olhar para dentro, refletir sobre o que lhe incomoda no mundo é justamente dar um grande salto sobre a fogueira do medo, aprender a lição e passar para outras etapas maravilhosas que a vida tem a lhe oferecer.
SOBRE O AUTOR
Bruna Rafaele
Mestre em Estudo da Linguagem, dá consultas metafísicas pessoalmente e pela internet. Faz workshops e palestras sobre espiritualidade no Brasil e no exterior. Saiba mais »
contato: contato@brunarafaele.com.br
De acordo com a Metafísica, isso acontece porque geramos certos padrões de acontecimentos em nossas vidas. Nós vivenciamos as repetições para entendermos o que está dentro de nós que acaba atraindo do lado de fora tais situações"Nós vivenciamos as repetições para entendermos o que está dentro de nós que acaba atraindo do lado de fora tais situações" que servirão como lições.
Pessoas que atraem a traição, por exemplo, costumam ser desleais consigo mesmas. O que pode desencadear essa atração pode ser simplesmente algo que a pessoa tenta esconder dela mesma. Ou uma atitude que ela não toma e acaba fazendo o que todo mundo faria no lugar dela. Assim, ela se nega, se reprime e se trai.
Outro exemplo: pessoas que ficam em segundo plano na vida amorosa e profissional geralmente são aquelas que se colocam como alguém que quer passar transparente pela vida. Não querem assumir grandes compromissos nem com elas mesmas, muito menos com os outros. Assim, acabam sendo sempre trocadas e substituídas, porque negam o seu valor e sua importância no mundo - simplesmente porque, no fundo, sentem-se inferiores. Muitas vezes essas pessoas têm seus negócios falidos e relacionamentos fracassados porque não apostam suas moedas em si mesmas. Você percebe como somos capazes de nos sabotar?
Reflita e identifique o que você tem atraído
E você? Enquanto está lendo, está buscando descobrir o que se repete em sua vida? Uma boa ajuda para descobrir isso pode ser através de um amigo observador. Mas não escolha pedir ajuda para aqueles que são muito críticos - porque eles podem lhe colocar para baixo e não é esse o propósito. Pense de quantas maneiras diferentes você acabou passando por situações muito similares e que te fizeram se sentir mal por dentro, mesmo que você não tenha demonstrado isso para outras pessoas. Assim que você detectar o que se repetiu, busque descobrir o que precisa mudar em você para não continuar atraindo esse padrão.
Uma ajuda profissional pode lhe ajudar a compreender as reais razões que lhe levam a se envolver nestas situações. Na Metafísica, por exemplo, nós acreditamos que através de decretos feitos com muita fé nas palavras e na nossa capacidade de melhorar nossa qualidade de vida, nós trabalhamos nossa mente para desfazer esses bloqueios de energia que nos incomodam. Assim, obtemos uma vida com mais amor, paz e harmonia.
Decretos são afirmações que fazemos acreditando na força de mudar um padrão nosso de pensamento. Por exemplo, quando a pessoa se sente inferior, ao enviar para seu corpo e sua mente o decreto de que ela não se sente mais dessa forma, a força dessas palavras começa a alterar seus padrões de acontecimentos.
Olhar para dentro, refletir sobre o que lhe incomoda no mundo é justamente dar um grande salto sobre a fogueira do medo, aprender a lição e passar para outras etapas maravilhosas que a vida tem a lhe oferecer.
SOBRE O AUTOR
Bruna Rafaele
Mestre em Estudo da Linguagem, dá consultas metafísicas pessoalmente e pela internet. Faz workshops e palestras sobre espiritualidade no Brasil e no exterior. Saiba mais »
contato: contato@brunarafaele.com.br
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O Vicio de Fumar
http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/livro.aspx?l=21
Artigos em Coletânea O vício de fumar Antonio de Oliveira Lobão 1
Jornal de Piracicaba/Opinião, Piracicaba/SP, quarta-feira, 07 de Agosto de 1996, página A-3
Tabaco
O vício de fumar
Antonio de Oliveira Lobão
Este é, na realidade, um dos assuntos mais polêmicos que existe: fumar, não
fumar, proibir ou liberar as fumaçadas em locais fechados, faz mal à saúde,
não faz, dá prejuízo, não dá, faz parte do charme, não faz, e por aí vai. Toda a
imprensa nacional, escrita e falada, tem trazido bastante matéria sobre o tema.
Não fugindo da atualidade, o Jornal de Piracicaba publica bons artigos a
respeito e raramente deixo de lê-los, pois fui um fumante inveterado em tempos
longínquos e hoje, só com o cheio do cigarro de outras pessoas sinto náuseas
e forte dor de cabeça.
Fugindo totalmente do que estou habituado a escrever neste matutino, vou
aproveitar o momento das discussões para relatar a minha experiência e meu
ponto de vista atual sobre a matéria. Assim, este será uma mistura de estória e
opiniões.
Comecei a fumar, como a maioria dos jovens da minha época, aos 13 anos de
idade. Já desde o início, a tragar (inalar a fumaça do cigarro). Tossia bastante,
tinha tonteiras, vômitos, dores de cabeça, mas tudo passageiro, e mais rápido
do que eu esperava, todo aquele mal-estar desaparecia como por mágica. No
início, fumava um cigarro por dia, depois dois, depois cinco, depois 10 e,
quando adulto, por anos, 40 a 50 unidades por dia.
No início, fumava por curiosidade, depois por prazer e, finalmente, por
necessidade. Depois de um determinado tempo, fuma-se mesmo por
necessidade. Fuma-se por tristeza, por alegria, por pressa, para esperar, para
descansar, para pensar, para raciocinar, para trabalhar, para dormir etc.
Experimentei várias marcas, mas a minha paixão era mesmo o famoso
Continental. Famoso pois era considerado, naquela época, um cigarro que
satisfazia integralmente. Era forte! Autêntico! Puro! , Era, na realidade, tudo
que um bom fumante queria e precisava.
http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/livro.aspx?l=21
Artigos em Coletânea O vício de fumar Antonio de Oliveira Lobão 2
Importante lembrar que, naquela ocasião, o fumante entrava em contato direto
com o fumo do cigarro, pois não havia filtros. Isto nos permitia fiscalizar, em
parte, o que estávamos fumando. Eu me lembro claramente que, às vezes,
encontrávamos alguns fragmentos mais duros de fumo ou alguma coisa
estranha e, imediatamente, reclamávamos do nosso fornecedor (o dono do bar
da esquina ou o do armazém), e parece que aquilo funcionava, pois em outras
remessas comprávamos um produto de melhor qualidade. Quando abríamos
um maço de cigarros, que era todo de papel, colado apenas com um selo, nós
tínhamos uma visão completa do conteúdo dos mesmos, pelo exame visual de
suas extremidades, e podíamos opinar sobre a qualidade. Eu me lembro
também, claramente, que o nosso fornecedor comentava conosco que os
entregadores davam notícias de reclamações dos fumantes de outras cidades
da Região. Assim, as indústrias recebiam, através de seus entregadores, a
notícia da insatisfação dos fumantes. Desta maneira, fazia-se uma estatística
da qualidade dos cigarros, das diferentes marcas, pelas trocas de informações
entre fumantes, comerciantes, entregadores e indústrias.
De repente, também, como por mágica, surgiram os filtros. E eu me lembro que
o fornecedor disse: "... daqui para frente você não vai reclamar mais, pois não
verás o que estará fumando... ". E assim foi! Os filtros surgiram para proteger
(???) a saúde. Atualmente, com ele, o fumante quando abre o seu maço de
cigarros só vê os filtros. Se os cigarros viessem acondicionados com seus
filtros para baixo, provavelmente seria um pouco mais higiênico e permitiria, ao
consumidor, fazer um pequeno teste de qualidade.
Eu acredito que a maioria dos fumantes deseja ficar livre do vício, pois já
passei por esse drama e conheço muitos fumantes que estão à procura da
"fórmula mágica".
Voltando um pouco ao passado, recordo as palavras de um grande fumante
que havia deixado definitivamente o vício: "O cigarro é terrível, você larga de
fumar mas ele sempre está lhe tentando. Eu não conto para ninguém o que fiz
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Artigos em Coletânea O vício de fumar Antonio de Oliveira Lobão 3
para parar de fumar, pois se isto eu fizer me sentirei fraco e poderei voltar a ter
o vício". Guardei bem o conselho!
Pela experiência que passei, acho que as propagandas contra o tabagismo,
mostrando os males que causa à saúde só devem funcionar para as pessoas
que ainda não experimentaram o vício. Elas deveriam ser dirigidas,
exclusivamente, aos jovens e não aos velhos, pois se funcionassem para os
fumantes, não iríamos encontrar médicos, dentistas, veterinários,
farmacêuticos, enfermeiros, laboratoristas, funcionários de hospitais, postos de
saúde e todos aqueles que militam na área da saúde fumando, e nem mesmo
aquelas pessoas que têm ou já tiveram problemas de saúde, como: pressão
alta, câncer ou enfisema de pulmões, em estado adiantado, etc. Sabe que faz
mal ou sentir os efeitos maléficos do vício não é suficiente para resolver o
problema.
Acredito, também, que o uso de balas, medicamentos, furos nas orelhas,
restrição ao uso de café, de outras bebidas, também não funcionam. Nunca vi
funcionar. O que o fumante precisa, se quiser mesmo parar de fumar, é, em
primeiro lugar, de uma coisa simples, bem definida por Ercílio A. Denny,(JP,
7/7/96, A-2): “Força de vontade! Em segundo lugar, talvez, um tratamento
adequado para combater suas ansiedades escondidas, quase sempre, atrás da
fumaça de seus cigarros.”
ANTONIO DE OLIVEIRA LOBÃO é médico veterinário (UFMG), homeopata
(IBEHE/UNAERP) e mestre (USP).
Leia o artigo do Autor:
PORQUE ME TORNEI UM HOMEOPATA
http://www.cesaho.com.br/publicacoes/arquivos/artigo_20_cesaho.PDF
Atualmente é Diretor Geral do CESAHO que oferece
Curso de Homeopatia para agrônomos.
Curso de Homeopatia para médicos e
Curso de Homeopatia para veterinários.
http://www.cesaho.com.br/cursos/index.aspx
Artigos em Coletânea O vício de fumar Antonio de Oliveira Lobão 1
Jornal de Piracicaba/Opinião, Piracicaba/SP, quarta-feira, 07 de Agosto de 1996, página A-3
Tabaco
O vício de fumar
Antonio de Oliveira Lobão
Este é, na realidade, um dos assuntos mais polêmicos que existe: fumar, não
fumar, proibir ou liberar as fumaçadas em locais fechados, faz mal à saúde,
não faz, dá prejuízo, não dá, faz parte do charme, não faz, e por aí vai. Toda a
imprensa nacional, escrita e falada, tem trazido bastante matéria sobre o tema.
Não fugindo da atualidade, o Jornal de Piracicaba publica bons artigos a
respeito e raramente deixo de lê-los, pois fui um fumante inveterado em tempos
longínquos e hoje, só com o cheio do cigarro de outras pessoas sinto náuseas
e forte dor de cabeça.
Fugindo totalmente do que estou habituado a escrever neste matutino, vou
aproveitar o momento das discussões para relatar a minha experiência e meu
ponto de vista atual sobre a matéria. Assim, este será uma mistura de estória e
opiniões.
Comecei a fumar, como a maioria dos jovens da minha época, aos 13 anos de
idade. Já desde o início, a tragar (inalar a fumaça do cigarro). Tossia bastante,
tinha tonteiras, vômitos, dores de cabeça, mas tudo passageiro, e mais rápido
do que eu esperava, todo aquele mal-estar desaparecia como por mágica. No
início, fumava um cigarro por dia, depois dois, depois cinco, depois 10 e,
quando adulto, por anos, 40 a 50 unidades por dia.
No início, fumava por curiosidade, depois por prazer e, finalmente, por
necessidade. Depois de um determinado tempo, fuma-se mesmo por
necessidade. Fuma-se por tristeza, por alegria, por pressa, para esperar, para
descansar, para pensar, para raciocinar, para trabalhar, para dormir etc.
Experimentei várias marcas, mas a minha paixão era mesmo o famoso
Continental. Famoso pois era considerado, naquela época, um cigarro que
satisfazia integralmente. Era forte! Autêntico! Puro! , Era, na realidade, tudo
que um bom fumante queria e precisava.
http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/livro.aspx?l=21
Artigos em Coletânea O vício de fumar Antonio de Oliveira Lobão 2
Importante lembrar que, naquela ocasião, o fumante entrava em contato direto
com o fumo do cigarro, pois não havia filtros. Isto nos permitia fiscalizar, em
parte, o que estávamos fumando. Eu me lembro claramente que, às vezes,
encontrávamos alguns fragmentos mais duros de fumo ou alguma coisa
estranha e, imediatamente, reclamávamos do nosso fornecedor (o dono do bar
da esquina ou o do armazém), e parece que aquilo funcionava, pois em outras
remessas comprávamos um produto de melhor qualidade. Quando abríamos
um maço de cigarros, que era todo de papel, colado apenas com um selo, nós
tínhamos uma visão completa do conteúdo dos mesmos, pelo exame visual de
suas extremidades, e podíamos opinar sobre a qualidade. Eu me lembro
também, claramente, que o nosso fornecedor comentava conosco que os
entregadores davam notícias de reclamações dos fumantes de outras cidades
da Região. Assim, as indústrias recebiam, através de seus entregadores, a
notícia da insatisfação dos fumantes. Desta maneira, fazia-se uma estatística
da qualidade dos cigarros, das diferentes marcas, pelas trocas de informações
entre fumantes, comerciantes, entregadores e indústrias.
De repente, também, como por mágica, surgiram os filtros. E eu me lembro que
o fornecedor disse: "... daqui para frente você não vai reclamar mais, pois não
verás o que estará fumando... ". E assim foi! Os filtros surgiram para proteger
(???) a saúde. Atualmente, com ele, o fumante quando abre o seu maço de
cigarros só vê os filtros. Se os cigarros viessem acondicionados com seus
filtros para baixo, provavelmente seria um pouco mais higiênico e permitiria, ao
consumidor, fazer um pequeno teste de qualidade.
Eu acredito que a maioria dos fumantes deseja ficar livre do vício, pois já
passei por esse drama e conheço muitos fumantes que estão à procura da
"fórmula mágica".
Voltando um pouco ao passado, recordo as palavras de um grande fumante
que havia deixado definitivamente o vício: "O cigarro é terrível, você larga de
fumar mas ele sempre está lhe tentando. Eu não conto para ninguém o que fiz
http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/livro.aspx?l=21
Artigos em Coletânea O vício de fumar Antonio de Oliveira Lobão 3
para parar de fumar, pois se isto eu fizer me sentirei fraco e poderei voltar a ter
o vício". Guardei bem o conselho!
Pela experiência que passei, acho que as propagandas contra o tabagismo,
mostrando os males que causa à saúde só devem funcionar para as pessoas
que ainda não experimentaram o vício. Elas deveriam ser dirigidas,
exclusivamente, aos jovens e não aos velhos, pois se funcionassem para os
fumantes, não iríamos encontrar médicos, dentistas, veterinários,
farmacêuticos, enfermeiros, laboratoristas, funcionários de hospitais, postos de
saúde e todos aqueles que militam na área da saúde fumando, e nem mesmo
aquelas pessoas que têm ou já tiveram problemas de saúde, como: pressão
alta, câncer ou enfisema de pulmões, em estado adiantado, etc. Sabe que faz
mal ou sentir os efeitos maléficos do vício não é suficiente para resolver o
problema.
Acredito, também, que o uso de balas, medicamentos, furos nas orelhas,
restrição ao uso de café, de outras bebidas, também não funcionam. Nunca vi
funcionar. O que o fumante precisa, se quiser mesmo parar de fumar, é, em
primeiro lugar, de uma coisa simples, bem definida por Ercílio A. Denny,(JP,
7/7/96, A-2): “Força de vontade! Em segundo lugar, talvez, um tratamento
adequado para combater suas ansiedades escondidas, quase sempre, atrás da
fumaça de seus cigarros.”
ANTONIO DE OLIVEIRA LOBÃO é médico veterinário (UFMG), homeopata
(IBEHE/UNAERP) e mestre (USP).
Leia o artigo do Autor:
PORQUE ME TORNEI UM HOMEOPATA
http://www.cesaho.com.br/publicacoes/arquivos/artigo_20_cesaho.PDF
Atualmente é Diretor Geral do CESAHO que oferece
Curso de Homeopatia para agrônomos.
Curso de Homeopatia para médicos e
Curso de Homeopatia para veterinários.
http://www.cesaho.com.br/cursos/index.aspx
Educacionais
2008 Projeto
Pedagógico
6 3
Uma das vantagens de ter vivido um
bocado de anos é poder lembrar eventos
significativos do passado e que permitem
entender os que estão por vir.
Lembro, por exemplo, que quando universitário,
na segunda metade da década
de cinqüenta, li um trabalho publicado
pelo Centro para o Estudo de Instituições
Democráticas ("think-tank"
patrocinado pela Fundação Ford),
demostrando que a "automação" (termo
antigo para o que hoje chamamos
de informática) inevitavelmente causaria
a demissão em massa de trabalhadores
no mundo todo. Lembro que era
prevista a demissão de quarenta mil ascensoristas,
em apenas um ano, devido
à implementação de elevadores automáticos. De lá para
cá, a previsão tem se concretizado, com uma força brutal,
desempregando dezenas de milhões de pessoas, deixando-
as sem a preparação apropriada para sua sobrevivência
profissional. Só agora, quarenta anos depois, os
responsáveis pela meta-organização da sociedade (formas
de educar, de estimular atividades econômicas das
pessoas, de estruturar a previdência social e a aposentadoria)
começam a tomar medidas corretivas; mas fazem
isso, com freqüência, miópicamente, paliativamente, desapaixonadamente.
Estamos, nos deparando, neste fim de século, com um
dilema crucial: como educar os jovens para uma sociedade
futura cuja natureza desconhecemos em detalhes, mas
que certamente será diferente, em muitos aspectos fundamentais,
do passado e do presente? Se concordarmos
que a função da Educação é a preparação de pessoas
para o seu futuro (e não para o nosso passado), então
uma visão através do parabrisa será mais útil do que
aquela vista pelo espelho retrovisor. Ninguém pode saber
com exatidão como será o futuro, nem o futuro mais
próximo. Não sabemos, por exemplo, as conseqüências,
a curto, médio e longo prazos, das possibilidades da
clonagem humana ou dos resultados do Projeto Genome,
que está mapeando o sistema genético do ser humano e
que deve ser concluído nos próximos anos. Mas essa incerteza
não pode nos deixar imobilizados, presos no que
David Thomburg chama de "paralisia paradigmática",
isto é, insatisfeitos com a maneira do passado de realizar
"uma educação", mas com medo de errar com maneiras
novas.
Os oito anos de atuação da Escola do Futuro da USP,
laboratório interdisciplinar, investigando as novas
tecnologias de comunicação em suas aplicações educa-
Um Modelo para Prioridades Educacionais
numa Sociedade de Informação
Fredric M. Litto
cionais, tem levado os seus pesquisadores
a conceber algumas linhas diretrizes,
o resultado de conquistas
tecnológicas e sociais contemporâneas,
e imaginar sua projeção no futuro; talvez,
possam servir como termos de referência,
itens para debate e reflexão,
por parte daqueles encarregados de fazer
o macro-planejamento de qualquer
empreendimento educacional. Como
qualquer paradigma, é efêmero, sujeito
a modificações e adaptações; mas, pelo
menos serve para fomentar a discussão
e, espera-se, a ação.
Está ficando claro para nós que é
útil, com a finalidade de decidir uma
linha de ação em planejamento educacional,
identificar e distinguir objetos (metas), meios de
atingir estes objetos (maneiras), e conteúdo apropriado
(material). Neste sentido, é conveniente lembrar que a sociedade
contemporânea está passando por uma série de
modificações estruturais que nos obrigam a reavaliar
aquilo que estamos fazendo por uma série de modificações
estruturais que nos obrigam a reavaliar aquilo que
estamos fazendo em Educação, e tentar alinhar este esforço
à realidade que existe fora da instituição acadêmica.
Por exemplo, muitas carreiras estão sumindo no cenário
nacional e internacional de trabalho devido à
informática e à globalização; por outro lado, carreiras
novas estão surgindo. Li recentemente um estudo indicando
que 70% das carreiras que serão importantes por
volta do ano 2010 ainda não existem. Um outro estudo
que li citou o fato de que mais de 50% dos formados em
universidades norteamericanas nas últimas décadas têm
trocado de carreira alguns anos após completar os seus
estudos. Como deve o educador responsável agir nessas
condições? Isto é, se a velocidade de mudanças na sociedade
é tão grande como preparar os jovens que estão
conosco hoje para um mundo de valores e de trabalho
diferentes dos atuais? David Thomburg de novo nos ajuda
com sua observação de que enquanto no passado a
metáfora que explicava como funciona a vida foi o ato de
"subir uma montanha", isto é, realizar pequenos passos
cumulativos levando até um patamar onde poderíamos
descasar; agora, devido à complexidade e à velocidade
de mudanças, é mais apropriado usar a metáfora da
"corredeira", isto é, cada um de nós está num bote, num
rio caudaloso, cheio de pedras, correndo risco de nos
afundar, e temos que tomar decisões estratégicas e táticas
com rapidez, sem nenhuma garantia de encontrar
um lugar seguro para aportar. Neste cenário meio somProjeto
2008
Pedagógico
6 4
Capra observa que novas formas de pensar estão intimamente
ligadas aos novos valores, e que é urgente preparar
novas gerações para um equilíbrio entre formas
antigas (porém ainda úteis) de pensar e formas novas.
Ele chama as antigas de auto-afirmativas ("selfassertive")
e as novas de integrativas:
PENSAMENTO
Auto-afirmativo Integrativo
racional intuitivo
análise síntese
reducionista holistico
linear não-linear
VALORES
Auto-afirmativos Integrativos
expansão conservação
competição cooperação
quantidade qualidade
dominação parceria
A metáfora central da ecologia, Capra anota, é a rede
(network), em oposição à hierarquia (estrutura de poder);
é provável termos uma mudança na organização
social de hierarquias para redes, e que em vez de um
paradigma baseado em valores antropocêntricos
(centrados no ser humano) surgirá um paradigma baseado
em valores ecocêntricos (centrado na terra), reconhecendo
o valor inerente de vida não humana. A
partir desses conceitos, evidentemente, surge um novo
sistema de ética, radicalmente diferentes do atual. Fica
claro que indivíduos que estão sendo preparados para
sobreviver no futuro terão que entender os princípios
básicos da ecologia: interdependência, reciclagem,
parcerias, flexibilidade, diversidade e sustentabilidade.
Um exemplo predileto de pensamento ecológico é a
questão de como devo ir e vir da minha casa até a USP
todos os dias: são nove quilômetros e tenho a opção de
ir a pé, ou de patins, de bicicleta, de fusquinha ou de
Mercedez-Benz. É uma questão de quanto estou disposto
a gastar para me locomover com velocidade, segurança,
conforto e prestígio e qual o efeito da minha
decisão no meio-ambiente que habito. Quando passei
um ano na Stanford University em 1987-88, com bolsa
do CNPq para fazer pesquisas, percebi que quem chegava
diariamente no campus de pé ou de patins ou de
bicicleta era respeitado porque estava cuidando da sua
saúde, protegendo o meio ambiente e tornando desnecessária
a construção de estruturas para estacionamento
de carros; e quem chegava de Merces-Benz era considerado
um "metido a besta". Voltando ao Brasil após
a longa ausência, fui surpreendido por um sistema de
valores diferentes: quem chegava ao campus a pé, de
patins ou de bicicleta era considerado um pobre coitado,
e quem chegava de Merceds-Benz era "o bom", "o
vencedor". Aprender a tomar decisões que envolvem
"trade-offs", trocas que representam as coisas que tem
brio e assustador, como preparar o aluno para ser um
remador e navegador que no mínimo sobreviverá, mas
que esperamos venha a ter êxito como profissional e como
cidadão?
Acredito que o objetivo, a meta principal, de toda a
Educação hoje tem que ser preparar o futuro adulto para
pensar sistematicamente e ecologicamente.
Exatamente o oposto da nossa Educação atual, organizada
para empurrar os jovens com fatos históricos e
científicos potencialmente úteis no futuro, mas a curto
prazo aplicáveis apenas no exame vestibular para entrada
numa universidade, a nova meta da Educação tem
que ser não o que pensar, mas, sim, como pensar. Processos
e não produtos são importantes no futuro, porque
permitem adaptações e atualizações rápidas. Fritjof
Capra, autor do celebre O Tao da Física, tem um novo
livro, The Web of Life (A Teia da Vida), que argumenta
convincentemente que os principais problemas de nosso
tempo não podem ser compreendidos isoladamente, mas,
sim, têm que ser vistos de forma interconectada e
interdependente.3 Ele identifica formas de pensar que
são "holísticas" (vendo o mundo como um todo, integrado,
e não como uma coleção desassociada de partes) e
"ecológicas" (reconhecendo a fundamental
interdependência de todos os fenômenos e o fato de que,
como indivíduos e sociedade, estarmos inseridos e, em
última análise, dependente de, processos cíclicos da natureza).
Capra exemplifica: "Uma visão holística de, vamos
dizer, uma bicicleta significa ver a bicicleta como
um todo funcional e compreender a conseqüente
interdependência das suas partes. Uma visão ecológica
da bicicleta inclui aquilo, mas adiciona a percepção de
como a bicicleta está inserida no seu ambiente natural e
social - de onde vieram os materiais usados na sua fabricação,
como o foi manufaturada, como o seu uso afeta o
meio ambiente natural e a comunidade que a usa e assim
por diante".
Um Modelo para Prioridades
Educacionais numa Sociedade de Informação
META
Saber Pensar
Ecologicamente/Sistematicamente/Criticamente
MANEIRA
Capacidades Básicas Atitudes baseadas em
Competências Valores Humanos
PRISMA
As Múltiplas Inteligências
MATÉRIA PRIMA
As Disciplinas Acadêmicas
História - Arte - Literatura - Matemática
Educação Física - Geografia - Música
Línguas - Ciências
2008 Projeto
Pedagógico
6 5
que ser sacrificado para obter algo desejado, é a essência
do pensamento ecológico.
Pensamento sistêmico é, na verdade, intimamente relacionado
à ecologia, mas as limitações de um pequeno
artigo como o presente não permitem elaborar mais
detalhadamente as sobreposições entre as duas áreas. É
mister lembrar, porém, a importância de qualquer aluno,
em qualquer nível dos seus estudos, estar consciente do
seu meta-pesamento, isto é, de saber como resolveu qualquer
problema. Pensamento sistêmico significa pensar
em termos de conexões, relações, contexto, interações
entre os elementos de um todo; de ver coisas em termos
de redes, teias e comunidades. Como demostra Capra, no
Web of Life, é o oposto de análise (cartesiano): pensamento
analítico significa descobrir algo para poder
entendê-lo, enquanto pensamento sistêmico significa
colocá-lo no contexto de um todo maior. Levar o aluno a
saber pensar sistematicamente envolve capacita-lo a ver
"processos" em qualquer fenômeno, de ver mudanças (reais
ou potenciais), crescimento e desenvolvimento, de
compreender coisas através do conceito de gestalt (um
todo é maior do que a soma das suas partes); de reconhecer
que as nossas percepções são condicionadas pelos
nossos métodos de questionamento e que a objetividade
em ciência é muito mais uma meta do que um fato. Ver o
mundo em termos de sistemas interconectados envolve
conhecimento de cibernética (padrões de controle e comando),
e de como lidar com complexidade e com estruturas
dinâmicas.
Se a nossa meta é pensamento ecológico e sistêmico,
quais são os meios para levar o aluno até ela? São as
capacidades e habilidades que, como o pensamento ecológico
e sistêmico, sabemos capazes de serem transferidos
para qualquer profissão, qualquer área de trabalho,
em qualquer parte do mundo. A melhor expressão que
tenho visto até agora dos detalhes que compõem a "maneira"
de atuar no mundo, isto é, de habilidades básicas
que podem ser aprendidas na escola "saber-fazer" de
quem trabalhará no século 21, é o celebrado relatório do
Ministério de Trabalho norteamericano representando as
conclusões de uma força - tarefa de empresários, cientistas
e educadores que estudou "O Que o Trabalho Exige
das Escolas". O relatório identifica, inicialmente, uma
estrutura básica para cada aluno, adquira durante os
anos de estudo em escolas de primeiro e segundo graus:
capacitação básica (leitura, redação, operações aritmético-
matemáticas, escuta e fala); capacitação cognitiva (pensar
criativamente, tomar decisões, solucionar problemas,
perceber com acuidade, saber como aprender e raciocinar);
e qualidades pessoais (responsabilidade, auto-estima,
sociabilidade, auto-gerenciamento e integridade/
honestidade).
Em seguida, o relatório identifica cinco tipos de competência
(com relação a recursos, a aspectos interpessoais,
a informação, a sistemas e a tecnologia). Essas competências
são diferentes do conhecimento técnico ou intelectual
de uma pessoa, mas são tão importantes quanto
aqueles. E são importantes tanto para quem trabalhará
no chão de uma fábrica quanto para quem trabalhará em
gabinete executivo. Como diz o relatório" essas competências
"representam os atributos que o empregador de
alto-desempenho de hoje procura no funcionário de amanhã".
Alto-desempenho se refere aos ambientes de trabalho
caracterizados pela combinação entre tecnologia e
pessoas em configurações novas, bem como pelo compromisso
incessante com a excelência, com a qualidade
do produto ou serviço, além da satisfação de quem solicita
ou compra o produto ou serviço. É o oposto da mentalidade
que diz "O ótimo é o inimigo do bom". As próprias
escolas têm que ser convertidas em organizações de autodesempenho.
A sobrevivência tanto nas organizações
quanto de indivíduos dependerá mais de sua capacidade
de funcionar com alto-desempenho do que de outros
fatores, como monopólios, patentes, territórios exclusivos,
sigilo ou localização. E as escolas que não se adaptarem
á nova realidade serão colocadas à margem do processo,
como alguns estudos recentes já demostram
convicentemente.
Não há dúvida, também, de que o trabalho no futuro
será feito em grupo, com indivíduos diferentes se juntando
a outros profissionais com características complementares,
de forma a fornecer, como equipes, produtos ou
serviços solicitados por terceiros (organizações ou outros
indivíduos). No Brasil em geral não se leva a sério a
questão de ensinar as técnicas e os comportamentos adequados
ao trabalho em grupo. Todo os especialistas em
"team-building" (construção de equipes) trabalham exclusivamente
em nível empresarial, enquanto as escolas
acreditam que trabalho-em-grupo é uma coisa natural,
espontânea e indutiva; e não é. A preparação de professores
daqui em diante tem que incluir técnicas de preparação
de alunos para cooperação, sendo o "trabalho em
grupo" uma estratégia na sala de aula, o papel do professor
(abrindo mão do poder e fazendo parte do time com
alunos).
Provavelmente não haja nesta segunda metade do
século 20, uma teoria tão importante para a educação em
todos os seus níveis e em todas as suas formas quanto o
conjunto de idéias sobre "múltiplas inteligências" formuladas
por Howard Gardner, psicólogo da Faculdade de
Educacão da Harvard University. Como toda boa teoria,
fornece aplicações e levanta novas questões sobre como
os aprendizes são diferentes uns dos outros e porque temos
de modificar as estratégias educacionais atuais que
representam uma "linha de montagem" na qual todos os
inputs e outputs são iguais. As novas tecnologias de comunicação
nos permite individualizar a aprendizagem,
deixando cada aluno navegar sobre vastos repositórios
de informação textual, imagética e sonora, isolando os
assuntos que lhe agradam, aprofundando-se nas categorias
de informação que se afinam com o seu "saber" individual
de aprendizagem. Desde que o educador não interprete
erradamente as idéias de Gardner, fazendo o aluno
se conformar com um padrão pré-estabelecido pelo
Projeto 2008
Pedagógico
6 6
professor, os conceitos de Gardner podem servir como
um excelente prisma refratando a luz que surge das disciplinas
acadêmicas. O mundo do nosso passado industrial
exigia que todos os alunos tivessem o mesmo tipo de
educação (principalmente capacitação lingüística e lógica-
matemática); a sociedade atual exige pessoas detentoras
de muitos tipos diferentes de capacitação, com talentos
variados, sobrepostos e mutáveis. Como o prisma no
laboratório de óptica, que distribui a luz num amplo espectro,
a teoria das múltiplas inteligências usada no planejamento
educacional, cria condições para a produção
de pessoas diferentes. Ela nos mostra como levar o aluno
do material acadêmico, que serve como suporte até chegar
às metas finais, permitindo que cada um adquira, do
seu próprio jeito, através do seu próprio estilo individual
de aprendizagem (como se fosse sua impressão digital, o
seu timbre de voz), uma parte das capacitações cognitivas
e dos conhecimentos gerais que nós, como educadores,
consideramos importantes e colocamos diante do aprendiz
que é, em última análise, o principal responsável para
sua própria educação.
O que dizer das disciplinas acadêmicas, cujo domínio
são pode ser mais a meta da Educação? Acredito que
o seu lugar continua sendo importante em todo o processo,
mas apenas se for bem interpretado. Na porta de entrada
da Biblioteca da Indiana University, onde fiz pósgraduação,
está gravada a seguinte frase do filósofo norte-
americano do início do século, Josiah Royce: "Educação
é aquilo que você lembra depois que você esqueceu
tudo que aprendeu na escola". No meu tempo de estudante,
falávamos do valor intrínseco de conhecimento.
Sou mais cético hoje devido às mudanças sociais e
tecnológicas que apareceram, fazendo com que a sobrevivência
de cada um, como unidade econômica, esteja
mais precária. As disciplinas acadêmicas tradicionais
têm sua justificativa hoje por duas razões: primeiro, para
servir de matéria prima para os exercícios intelectuais
formativos representados pelas capacitações básicas e
as competências já discutidas acima; e segundo, pela
preparação não-vocacional do futuro cidadão, isto é, para
que tenha uma vida rica em experiências não relacionadas
ao seu trabalho. Sabemos que no futuro muitas pessoas
terão uma jornada de trabalho mais curta do que a
atual, e sobrará tempo para o lazer, estruturado ou não.
Tendo sido exposto na escola à literatura, às artes, à história
e a geografia e às ciências, o futuro cidadão terá
condições de acrescentar mais a sua vida em termos de
prazer, crescimento emocional e sabedoria.
Acredito que este modelo, apresentado seja útil para
nos ajudar a orientar nossas ações no planejamento de
aprendizagem em qualquer nível. Mas é provisório e
efêmero, porque já estão surgindo novas idéias fundamentais
na ágora onde estas questões são debatidas as
quais certamente mudarão os pilares dos nossos conceitos
sobre o papel e o funcionamento da Educação na sociedade.
Capra, em The Web of Life, argumenta convincentemente
que o paradigma ditado pela Física
(cartesiano) determinava a visão-do-mundo de todo o
Ocidente (o universo visto como um sistema mecânico
composto de tijolos fundamentais de construção, o corpo
humano visto como uma maquina, a vida em sociedade
vista como uma luta competitiva pela existência, e a crença
em progresso material sem limites, alcançado através
de crescimento econômico e tecnológico). Essa perspectiva
esta sendo substituída rapidamente por um novo
paradigma ditado pela Biologia (o universo visto como
um e muitos organismos, entes auto-reprodutivos, se
auto-organizados, levando a examinar as coisas em termos
de seus relacionamentos externos, os seus contextos,
a sua conectividade, o seu crescimento e evolução).
Estas idéias complementam duas outras correntes intelectuais
que têm implicações fortes para mudanças em
Educação: a inteligência artificial e a vida artificial. No
primeiro caso, trata-se de um campo de investigação, já
com quarenta anos de atuação, examinando os processos
cognitivos no ser humano e suas possíveis aplicações
na construção de máquinas "inteligentes". Seria fácil
demais descartar as conclusões das pesquisas deste
campo como sendo anti-humanísticas; pelo contrário, os
estudos que tenho lido são difíceis mas absolutamente
humanísticos, tanto nos seus pontos de partida quanto
nas conclusões. No segundo caso, a vida artificial, tratase
do estudo de sistemas criados artificialmente (robots
que exploram e constróem, vírus de software que matam
outros vírus). Esse segmento inclui pelo menos algumas
das características, ou propriedades, de "vida real" (por
exemplo, crescimento, reprodução, auto-manutenção,
auto-regulamentação, exigência de nutrientes e energia).
Uma série de investigações foi publicada recentemente,
com conclusões que questionam uma multitude de pressupostos
que temos sobre a evolução e sobre o comportamento
humano.12 Acredito que elas merecem nossa atenção
e discussão, porque elas apontam novas direções
para a Educação, obrigando-nos a reconsiderar os modelos
que usamos no passado para explicar e justificar as
nossas ações, mesmo os modelos que estamos criando
nos dias atuais.
Fredric M. Litto é Professor Titular de Mídias
Alternativas da ECA/USP, Coordenador Científico da
Escola do Futuro da USP, Vice-Presidente do Instituto
de Tecnologia ORT de São Paulo e Presidente da ABEDAssociação
Brasileira de Educação a Distância.
Fonte: Revista Pátio
Pedagógico
6 3
Uma das vantagens de ter vivido um
bocado de anos é poder lembrar eventos
significativos do passado e que permitem
entender os que estão por vir.
Lembro, por exemplo, que quando universitário,
na segunda metade da década
de cinqüenta, li um trabalho publicado
pelo Centro para o Estudo de Instituições
Democráticas ("think-tank"
patrocinado pela Fundação Ford),
demostrando que a "automação" (termo
antigo para o que hoje chamamos
de informática) inevitavelmente causaria
a demissão em massa de trabalhadores
no mundo todo. Lembro que era
prevista a demissão de quarenta mil ascensoristas,
em apenas um ano, devido
à implementação de elevadores automáticos. De lá para
cá, a previsão tem se concretizado, com uma força brutal,
desempregando dezenas de milhões de pessoas, deixando-
as sem a preparação apropriada para sua sobrevivência
profissional. Só agora, quarenta anos depois, os
responsáveis pela meta-organização da sociedade (formas
de educar, de estimular atividades econômicas das
pessoas, de estruturar a previdência social e a aposentadoria)
começam a tomar medidas corretivas; mas fazem
isso, com freqüência, miópicamente, paliativamente, desapaixonadamente.
Estamos, nos deparando, neste fim de século, com um
dilema crucial: como educar os jovens para uma sociedade
futura cuja natureza desconhecemos em detalhes, mas
que certamente será diferente, em muitos aspectos fundamentais,
do passado e do presente? Se concordarmos
que a função da Educação é a preparação de pessoas
para o seu futuro (e não para o nosso passado), então
uma visão através do parabrisa será mais útil do que
aquela vista pelo espelho retrovisor. Ninguém pode saber
com exatidão como será o futuro, nem o futuro mais
próximo. Não sabemos, por exemplo, as conseqüências,
a curto, médio e longo prazos, das possibilidades da
clonagem humana ou dos resultados do Projeto Genome,
que está mapeando o sistema genético do ser humano e
que deve ser concluído nos próximos anos. Mas essa incerteza
não pode nos deixar imobilizados, presos no que
David Thomburg chama de "paralisia paradigmática",
isto é, insatisfeitos com a maneira do passado de realizar
"uma educação", mas com medo de errar com maneiras
novas.
Os oito anos de atuação da Escola do Futuro da USP,
laboratório interdisciplinar, investigando as novas
tecnologias de comunicação em suas aplicações educa-
Um Modelo para Prioridades Educacionais
numa Sociedade de Informação
Fredric M. Litto
cionais, tem levado os seus pesquisadores
a conceber algumas linhas diretrizes,
o resultado de conquistas
tecnológicas e sociais contemporâneas,
e imaginar sua projeção no futuro; talvez,
possam servir como termos de referência,
itens para debate e reflexão,
por parte daqueles encarregados de fazer
o macro-planejamento de qualquer
empreendimento educacional. Como
qualquer paradigma, é efêmero, sujeito
a modificações e adaptações; mas, pelo
menos serve para fomentar a discussão
e, espera-se, a ação.
Está ficando claro para nós que é
útil, com a finalidade de decidir uma
linha de ação em planejamento educacional,
identificar e distinguir objetos (metas), meios de
atingir estes objetos (maneiras), e conteúdo apropriado
(material). Neste sentido, é conveniente lembrar que a sociedade
contemporânea está passando por uma série de
modificações estruturais que nos obrigam a reavaliar
aquilo que estamos fazendo por uma série de modificações
estruturais que nos obrigam a reavaliar aquilo que
estamos fazendo em Educação, e tentar alinhar este esforço
à realidade que existe fora da instituição acadêmica.
Por exemplo, muitas carreiras estão sumindo no cenário
nacional e internacional de trabalho devido à
informática e à globalização; por outro lado, carreiras
novas estão surgindo. Li recentemente um estudo indicando
que 70% das carreiras que serão importantes por
volta do ano 2010 ainda não existem. Um outro estudo
que li citou o fato de que mais de 50% dos formados em
universidades norteamericanas nas últimas décadas têm
trocado de carreira alguns anos após completar os seus
estudos. Como deve o educador responsável agir nessas
condições? Isto é, se a velocidade de mudanças na sociedade
é tão grande como preparar os jovens que estão
conosco hoje para um mundo de valores e de trabalho
diferentes dos atuais? David Thomburg de novo nos ajuda
com sua observação de que enquanto no passado a
metáfora que explicava como funciona a vida foi o ato de
"subir uma montanha", isto é, realizar pequenos passos
cumulativos levando até um patamar onde poderíamos
descasar; agora, devido à complexidade e à velocidade
de mudanças, é mais apropriado usar a metáfora da
"corredeira", isto é, cada um de nós está num bote, num
rio caudaloso, cheio de pedras, correndo risco de nos
afundar, e temos que tomar decisões estratégicas e táticas
com rapidez, sem nenhuma garantia de encontrar
um lugar seguro para aportar. Neste cenário meio somProjeto
2008
Pedagógico
6 4
Capra observa que novas formas de pensar estão intimamente
ligadas aos novos valores, e que é urgente preparar
novas gerações para um equilíbrio entre formas
antigas (porém ainda úteis) de pensar e formas novas.
Ele chama as antigas de auto-afirmativas ("selfassertive")
e as novas de integrativas:
PENSAMENTO
Auto-afirmativo Integrativo
racional intuitivo
análise síntese
reducionista holistico
linear não-linear
VALORES
Auto-afirmativos Integrativos
expansão conservação
competição cooperação
quantidade qualidade
dominação parceria
A metáfora central da ecologia, Capra anota, é a rede
(network), em oposição à hierarquia (estrutura de poder);
é provável termos uma mudança na organização
social de hierarquias para redes, e que em vez de um
paradigma baseado em valores antropocêntricos
(centrados no ser humano) surgirá um paradigma baseado
em valores ecocêntricos (centrado na terra), reconhecendo
o valor inerente de vida não humana. A
partir desses conceitos, evidentemente, surge um novo
sistema de ética, radicalmente diferentes do atual. Fica
claro que indivíduos que estão sendo preparados para
sobreviver no futuro terão que entender os princípios
básicos da ecologia: interdependência, reciclagem,
parcerias, flexibilidade, diversidade e sustentabilidade.
Um exemplo predileto de pensamento ecológico é a
questão de como devo ir e vir da minha casa até a USP
todos os dias: são nove quilômetros e tenho a opção de
ir a pé, ou de patins, de bicicleta, de fusquinha ou de
Mercedez-Benz. É uma questão de quanto estou disposto
a gastar para me locomover com velocidade, segurança,
conforto e prestígio e qual o efeito da minha
decisão no meio-ambiente que habito. Quando passei
um ano na Stanford University em 1987-88, com bolsa
do CNPq para fazer pesquisas, percebi que quem chegava
diariamente no campus de pé ou de patins ou de
bicicleta era respeitado porque estava cuidando da sua
saúde, protegendo o meio ambiente e tornando desnecessária
a construção de estruturas para estacionamento
de carros; e quem chegava de Merces-Benz era considerado
um "metido a besta". Voltando ao Brasil após
a longa ausência, fui surpreendido por um sistema de
valores diferentes: quem chegava ao campus a pé, de
patins ou de bicicleta era considerado um pobre coitado,
e quem chegava de Merceds-Benz era "o bom", "o
vencedor". Aprender a tomar decisões que envolvem
"trade-offs", trocas que representam as coisas que tem
brio e assustador, como preparar o aluno para ser um
remador e navegador que no mínimo sobreviverá, mas
que esperamos venha a ter êxito como profissional e como
cidadão?
Acredito que o objetivo, a meta principal, de toda a
Educação hoje tem que ser preparar o futuro adulto para
pensar sistematicamente e ecologicamente.
Exatamente o oposto da nossa Educação atual, organizada
para empurrar os jovens com fatos históricos e
científicos potencialmente úteis no futuro, mas a curto
prazo aplicáveis apenas no exame vestibular para entrada
numa universidade, a nova meta da Educação tem
que ser não o que pensar, mas, sim, como pensar. Processos
e não produtos são importantes no futuro, porque
permitem adaptações e atualizações rápidas. Fritjof
Capra, autor do celebre O Tao da Física, tem um novo
livro, The Web of Life (A Teia da Vida), que argumenta
convincentemente que os principais problemas de nosso
tempo não podem ser compreendidos isoladamente, mas,
sim, têm que ser vistos de forma interconectada e
interdependente.3 Ele identifica formas de pensar que
são "holísticas" (vendo o mundo como um todo, integrado,
e não como uma coleção desassociada de partes) e
"ecológicas" (reconhecendo a fundamental
interdependência de todos os fenômenos e o fato de que,
como indivíduos e sociedade, estarmos inseridos e, em
última análise, dependente de, processos cíclicos da natureza).
Capra exemplifica: "Uma visão holística de, vamos
dizer, uma bicicleta significa ver a bicicleta como
um todo funcional e compreender a conseqüente
interdependência das suas partes. Uma visão ecológica
da bicicleta inclui aquilo, mas adiciona a percepção de
como a bicicleta está inserida no seu ambiente natural e
social - de onde vieram os materiais usados na sua fabricação,
como o foi manufaturada, como o seu uso afeta o
meio ambiente natural e a comunidade que a usa e assim
por diante".
Um Modelo para Prioridades
Educacionais numa Sociedade de Informação
META
Saber Pensar
Ecologicamente/Sistematicamente/Criticamente
MANEIRA
Capacidades Básicas Atitudes baseadas em
Competências Valores Humanos
PRISMA
As Múltiplas Inteligências
MATÉRIA PRIMA
As Disciplinas Acadêmicas
História - Arte - Literatura - Matemática
Educação Física - Geografia - Música
Línguas - Ciências
2008 Projeto
Pedagógico
6 5
que ser sacrificado para obter algo desejado, é a essência
do pensamento ecológico.
Pensamento sistêmico é, na verdade, intimamente relacionado
à ecologia, mas as limitações de um pequeno
artigo como o presente não permitem elaborar mais
detalhadamente as sobreposições entre as duas áreas. É
mister lembrar, porém, a importância de qualquer aluno,
em qualquer nível dos seus estudos, estar consciente do
seu meta-pesamento, isto é, de saber como resolveu qualquer
problema. Pensamento sistêmico significa pensar
em termos de conexões, relações, contexto, interações
entre os elementos de um todo; de ver coisas em termos
de redes, teias e comunidades. Como demostra Capra, no
Web of Life, é o oposto de análise (cartesiano): pensamento
analítico significa descobrir algo para poder
entendê-lo, enquanto pensamento sistêmico significa
colocá-lo no contexto de um todo maior. Levar o aluno a
saber pensar sistematicamente envolve capacita-lo a ver
"processos" em qualquer fenômeno, de ver mudanças (reais
ou potenciais), crescimento e desenvolvimento, de
compreender coisas através do conceito de gestalt (um
todo é maior do que a soma das suas partes); de reconhecer
que as nossas percepções são condicionadas pelos
nossos métodos de questionamento e que a objetividade
em ciência é muito mais uma meta do que um fato. Ver o
mundo em termos de sistemas interconectados envolve
conhecimento de cibernética (padrões de controle e comando),
e de como lidar com complexidade e com estruturas
dinâmicas.
Se a nossa meta é pensamento ecológico e sistêmico,
quais são os meios para levar o aluno até ela? São as
capacidades e habilidades que, como o pensamento ecológico
e sistêmico, sabemos capazes de serem transferidos
para qualquer profissão, qualquer área de trabalho,
em qualquer parte do mundo. A melhor expressão que
tenho visto até agora dos detalhes que compõem a "maneira"
de atuar no mundo, isto é, de habilidades básicas
que podem ser aprendidas na escola "saber-fazer" de
quem trabalhará no século 21, é o celebrado relatório do
Ministério de Trabalho norteamericano representando as
conclusões de uma força - tarefa de empresários, cientistas
e educadores que estudou "O Que o Trabalho Exige
das Escolas". O relatório identifica, inicialmente, uma
estrutura básica para cada aluno, adquira durante os
anos de estudo em escolas de primeiro e segundo graus:
capacitação básica (leitura, redação, operações aritmético-
matemáticas, escuta e fala); capacitação cognitiva (pensar
criativamente, tomar decisões, solucionar problemas,
perceber com acuidade, saber como aprender e raciocinar);
e qualidades pessoais (responsabilidade, auto-estima,
sociabilidade, auto-gerenciamento e integridade/
honestidade).
Em seguida, o relatório identifica cinco tipos de competência
(com relação a recursos, a aspectos interpessoais,
a informação, a sistemas e a tecnologia). Essas competências
são diferentes do conhecimento técnico ou intelectual
de uma pessoa, mas são tão importantes quanto
aqueles. E são importantes tanto para quem trabalhará
no chão de uma fábrica quanto para quem trabalhará em
gabinete executivo. Como diz o relatório" essas competências
"representam os atributos que o empregador de
alto-desempenho de hoje procura no funcionário de amanhã".
Alto-desempenho se refere aos ambientes de trabalho
caracterizados pela combinação entre tecnologia e
pessoas em configurações novas, bem como pelo compromisso
incessante com a excelência, com a qualidade
do produto ou serviço, além da satisfação de quem solicita
ou compra o produto ou serviço. É o oposto da mentalidade
que diz "O ótimo é o inimigo do bom". As próprias
escolas têm que ser convertidas em organizações de autodesempenho.
A sobrevivência tanto nas organizações
quanto de indivíduos dependerá mais de sua capacidade
de funcionar com alto-desempenho do que de outros
fatores, como monopólios, patentes, territórios exclusivos,
sigilo ou localização. E as escolas que não se adaptarem
á nova realidade serão colocadas à margem do processo,
como alguns estudos recentes já demostram
convicentemente.
Não há dúvida, também, de que o trabalho no futuro
será feito em grupo, com indivíduos diferentes se juntando
a outros profissionais com características complementares,
de forma a fornecer, como equipes, produtos ou
serviços solicitados por terceiros (organizações ou outros
indivíduos). No Brasil em geral não se leva a sério a
questão de ensinar as técnicas e os comportamentos adequados
ao trabalho em grupo. Todo os especialistas em
"team-building" (construção de equipes) trabalham exclusivamente
em nível empresarial, enquanto as escolas
acreditam que trabalho-em-grupo é uma coisa natural,
espontânea e indutiva; e não é. A preparação de professores
daqui em diante tem que incluir técnicas de preparação
de alunos para cooperação, sendo o "trabalho em
grupo" uma estratégia na sala de aula, o papel do professor
(abrindo mão do poder e fazendo parte do time com
alunos).
Provavelmente não haja nesta segunda metade do
século 20, uma teoria tão importante para a educação em
todos os seus níveis e em todas as suas formas quanto o
conjunto de idéias sobre "múltiplas inteligências" formuladas
por Howard Gardner, psicólogo da Faculdade de
Educacão da Harvard University. Como toda boa teoria,
fornece aplicações e levanta novas questões sobre como
os aprendizes são diferentes uns dos outros e porque temos
de modificar as estratégias educacionais atuais que
representam uma "linha de montagem" na qual todos os
inputs e outputs são iguais. As novas tecnologias de comunicação
nos permite individualizar a aprendizagem,
deixando cada aluno navegar sobre vastos repositórios
de informação textual, imagética e sonora, isolando os
assuntos que lhe agradam, aprofundando-se nas categorias
de informação que se afinam com o seu "saber" individual
de aprendizagem. Desde que o educador não interprete
erradamente as idéias de Gardner, fazendo o aluno
se conformar com um padrão pré-estabelecido pelo
Projeto 2008
Pedagógico
6 6
professor, os conceitos de Gardner podem servir como
um excelente prisma refratando a luz que surge das disciplinas
acadêmicas. O mundo do nosso passado industrial
exigia que todos os alunos tivessem o mesmo tipo de
educação (principalmente capacitação lingüística e lógica-
matemática); a sociedade atual exige pessoas detentoras
de muitos tipos diferentes de capacitação, com talentos
variados, sobrepostos e mutáveis. Como o prisma no
laboratório de óptica, que distribui a luz num amplo espectro,
a teoria das múltiplas inteligências usada no planejamento
educacional, cria condições para a produção
de pessoas diferentes. Ela nos mostra como levar o aluno
do material acadêmico, que serve como suporte até chegar
às metas finais, permitindo que cada um adquira, do
seu próprio jeito, através do seu próprio estilo individual
de aprendizagem (como se fosse sua impressão digital, o
seu timbre de voz), uma parte das capacitações cognitivas
e dos conhecimentos gerais que nós, como educadores,
consideramos importantes e colocamos diante do aprendiz
que é, em última análise, o principal responsável para
sua própria educação.
O que dizer das disciplinas acadêmicas, cujo domínio
são pode ser mais a meta da Educação? Acredito que
o seu lugar continua sendo importante em todo o processo,
mas apenas se for bem interpretado. Na porta de entrada
da Biblioteca da Indiana University, onde fiz pósgraduação,
está gravada a seguinte frase do filósofo norte-
americano do início do século, Josiah Royce: "Educação
é aquilo que você lembra depois que você esqueceu
tudo que aprendeu na escola". No meu tempo de estudante,
falávamos do valor intrínseco de conhecimento.
Sou mais cético hoje devido às mudanças sociais e
tecnológicas que apareceram, fazendo com que a sobrevivência
de cada um, como unidade econômica, esteja
mais precária. As disciplinas acadêmicas tradicionais
têm sua justificativa hoje por duas razões: primeiro, para
servir de matéria prima para os exercícios intelectuais
formativos representados pelas capacitações básicas e
as competências já discutidas acima; e segundo, pela
preparação não-vocacional do futuro cidadão, isto é, para
que tenha uma vida rica em experiências não relacionadas
ao seu trabalho. Sabemos que no futuro muitas pessoas
terão uma jornada de trabalho mais curta do que a
atual, e sobrará tempo para o lazer, estruturado ou não.
Tendo sido exposto na escola à literatura, às artes, à história
e a geografia e às ciências, o futuro cidadão terá
condições de acrescentar mais a sua vida em termos de
prazer, crescimento emocional e sabedoria.
Acredito que este modelo, apresentado seja útil para
nos ajudar a orientar nossas ações no planejamento de
aprendizagem em qualquer nível. Mas é provisório e
efêmero, porque já estão surgindo novas idéias fundamentais
na ágora onde estas questões são debatidas as
quais certamente mudarão os pilares dos nossos conceitos
sobre o papel e o funcionamento da Educação na sociedade.
Capra, em The Web of Life, argumenta convincentemente
que o paradigma ditado pela Física
(cartesiano) determinava a visão-do-mundo de todo o
Ocidente (o universo visto como um sistema mecânico
composto de tijolos fundamentais de construção, o corpo
humano visto como uma maquina, a vida em sociedade
vista como uma luta competitiva pela existência, e a crença
em progresso material sem limites, alcançado através
de crescimento econômico e tecnológico). Essa perspectiva
esta sendo substituída rapidamente por um novo
paradigma ditado pela Biologia (o universo visto como
um e muitos organismos, entes auto-reprodutivos, se
auto-organizados, levando a examinar as coisas em termos
de seus relacionamentos externos, os seus contextos,
a sua conectividade, o seu crescimento e evolução).
Estas idéias complementam duas outras correntes intelectuais
que têm implicações fortes para mudanças em
Educação: a inteligência artificial e a vida artificial. No
primeiro caso, trata-se de um campo de investigação, já
com quarenta anos de atuação, examinando os processos
cognitivos no ser humano e suas possíveis aplicações
na construção de máquinas "inteligentes". Seria fácil
demais descartar as conclusões das pesquisas deste
campo como sendo anti-humanísticas; pelo contrário, os
estudos que tenho lido são difíceis mas absolutamente
humanísticos, tanto nos seus pontos de partida quanto
nas conclusões. No segundo caso, a vida artificial, tratase
do estudo de sistemas criados artificialmente (robots
que exploram e constróem, vírus de software que matam
outros vírus). Esse segmento inclui pelo menos algumas
das características, ou propriedades, de "vida real" (por
exemplo, crescimento, reprodução, auto-manutenção,
auto-regulamentação, exigência de nutrientes e energia).
Uma série de investigações foi publicada recentemente,
com conclusões que questionam uma multitude de pressupostos
que temos sobre a evolução e sobre o comportamento
humano.12 Acredito que elas merecem nossa atenção
e discussão, porque elas apontam novas direções
para a Educação, obrigando-nos a reconsiderar os modelos
que usamos no passado para explicar e justificar as
nossas ações, mesmo os modelos que estamos criando
nos dias atuais.
Fredric M. Litto é Professor Titular de Mídias
Alternativas da ECA/USP, Coordenador Científico da
Escola do Futuro da USP, Vice-Presidente do Instituto
de Tecnologia ORT de São Paulo e Presidente da ABEDAssociação
Brasileira de Educação a Distância.
Fonte: Revista Pátio
domingo, 31 de janeiro de 2010
Misselaneas 1
Pagamos elevadas taxas de seguro para protegermos dos problemas futuros.
Mas mantemos os pensamentos inseguros que não asseguram uma vida feliz
Que estranho paradoxo.
Se não confiarmos em nós, em nossa força de trabalho na busca de melhor qualidade, preço justo, melhores prazos e principalmente em honrar os compromissos assumidos!
Quem vai confiar?
Estaríamos em posição de entender o fenómeno, e entender o objectivo por trás da própria vida.
História não é só evolução tecnológica, é a evolução do pensamento.
O amor não é um conceito intelectual e nem um imperativo moral, nem qualquer outra coisa.
è a emoção de fundo que existe quando alguém esta ligado na energia que existe no universo, que, claro, é a energia do Criador.
Estamos aqui para resolver da melhor maneira possível os erros antigos e anteciparmos nos erros futuros e eliminarmos os erros actuais.
Os objectivos específicos devem ser qualificar os profissionais, não somente para as
necessidades actuais e futuras do complexo social, mas, também, oferecer a possibilidade de crescimento individual para enfrentar a vida e possibilitar o surgimento de novos especialistas.
Uma postura equilibrada e tranquila diante da vida, oferece, menos desgaste e cansaço além de corpo flexível.
Não importa a sua escolha, usar as mãos e a criatividade para elaborar peças bonitas é uma maneira de ocupar amente e deixar os pensamentos negativos.
O poder da musica sobre a mente é inegável.
É de suma importância para a pessoa ser sincera com ela mesma, honesta, coerente com os bons pricipios e ideias amigas da verdade.
Correctivos as vezes são necessários para aqueles que, envaidecidos por um saber insignificante, julgam antes de serem julgados pela própria consciência.
A nossa teoria que a expansão se faz de dentro para fora.
Tire um tempo e cuide de você.
Para sarar, precisa clarear sua mente e revitalizar as suas esperanças você sabe bem disso.
Acreditar mais em si mesmo e se amar um pouco mais.
Não te indignes com os maus feitores deixa de lado.
Perdoa, esqueça as magoas do passado, e tenta investir numa nova fase.
Pare de se culpar, e cuidado com as fofocas e palpites ......
A vida é feita para arriscar, por isso de uma chance ao destino de faz elo feliz.
No fundo de minha mente, na mais alta posição da razão e do mais elevado ao menor pulsar de meu coração, tenho uma única certeza um dia a morte vai chegar.
Se a morte é a inevitável transformação que temos de passar - então devemos estar preparados e muito bem para dia D.
A experiência terrena, consiste na harmonização do ser com o semelhante, a fim de conseguir viver em planos melhores sem dor e sem sofrimento.
Certas ofensas que recebemos, estão relacionas directamente com as dimensões de nosso orgulho e de nossa vaidade.
É as Leis da vida não se podem Burlar e são actuantes infalíveis e porque não dizer perfeitamente justas.
Qualquer acção que praticamos até mesmo pensamentos são por ela registradas e geradores de energia.
E no tempo oportuno retornam as energias geradas para o órgão gerador e com uma intensidade muito, mas muito maior do que aquela que foi gerada, assim é a Lei não tem como.
Mas mantemos os pensamentos inseguros que não asseguram uma vida feliz
Que estranho paradoxo.
Se não confiarmos em nós, em nossa força de trabalho na busca de melhor qualidade, preço justo, melhores prazos e principalmente em honrar os compromissos assumidos!
Quem vai confiar?
Estaríamos em posição de entender o fenómeno, e entender o objectivo por trás da própria vida.
História não é só evolução tecnológica, é a evolução do pensamento.
O amor não é um conceito intelectual e nem um imperativo moral, nem qualquer outra coisa.
è a emoção de fundo que existe quando alguém esta ligado na energia que existe no universo, que, claro, é a energia do Criador.
Estamos aqui para resolver da melhor maneira possível os erros antigos e anteciparmos nos erros futuros e eliminarmos os erros actuais.
Os objectivos específicos devem ser qualificar os profissionais, não somente para as
necessidades actuais e futuras do complexo social, mas, também, oferecer a possibilidade de crescimento individual para enfrentar a vida e possibilitar o surgimento de novos especialistas.
Uma postura equilibrada e tranquila diante da vida, oferece, menos desgaste e cansaço além de corpo flexível.
Não importa a sua escolha, usar as mãos e a criatividade para elaborar peças bonitas é uma maneira de ocupar amente e deixar os pensamentos negativos.
O poder da musica sobre a mente é inegável.
É de suma importância para a pessoa ser sincera com ela mesma, honesta, coerente com os bons pricipios e ideias amigas da verdade.
Correctivos as vezes são necessários para aqueles que, envaidecidos por um saber insignificante, julgam antes de serem julgados pela própria consciência.
A nossa teoria que a expansão se faz de dentro para fora.
Tire um tempo e cuide de você.
Para sarar, precisa clarear sua mente e revitalizar as suas esperanças você sabe bem disso.
Acreditar mais em si mesmo e se amar um pouco mais.
Não te indignes com os maus feitores deixa de lado.
Perdoa, esqueça as magoas do passado, e tenta investir numa nova fase.
Pare de se culpar, e cuidado com as fofocas e palpites ......
A vida é feita para arriscar, por isso de uma chance ao destino de faz elo feliz.
No fundo de minha mente, na mais alta posição da razão e do mais elevado ao menor pulsar de meu coração, tenho uma única certeza um dia a morte vai chegar.
Se a morte é a inevitável transformação que temos de passar - então devemos estar preparados e muito bem para dia D.
A experiência terrena, consiste na harmonização do ser com o semelhante, a fim de conseguir viver em planos melhores sem dor e sem sofrimento.
Certas ofensas que recebemos, estão relacionas directamente com as dimensões de nosso orgulho e de nossa vaidade.
É as Leis da vida não se podem Burlar e são actuantes infalíveis e porque não dizer perfeitamente justas.
Qualquer acção que praticamos até mesmo pensamentos são por ela registradas e geradores de energia.
E no tempo oportuno retornam as energias geradas para o órgão gerador e com uma intensidade muito, mas muito maior do que aquela que foi gerada, assim é a Lei não tem como.
A Ambição
A ambição é bela, mas burra.
Não se deixe levar por ela, determine o que você quer.
Não peça para ser feliz,
determine ser feliz.
A ambição aprecia uma ordem,
mas domina domina pessoa.....
Ela dá sentido a vida porque é
uma energia incontrolavel,
mas não a deixe ser muito burra,
de-lhe um toque de inteligência.
É preciso treinar e controlar a ambição
para sermos seguros e lucidos em nosso caminhar.
A ambição é encantadora, traz esperança,
aos abatidos, rejuvenesce os idosos,
faz ricos os pobres, enaltece a
existencia, mas é destituida de .......
Excelentes cientistas, pensadores
executivos, profissionais liberais são derrotados
em suas vidas não por problemas externos,
mas pelo caos interior.
Sempre promovido pela ambição.
Não se deixe levar por ela, determine o que você quer.
Não peça para ser feliz,
determine ser feliz.
A ambição aprecia uma ordem,
mas domina domina pessoa.....
Ela dá sentido a vida porque é
uma energia incontrolavel,
mas não a deixe ser muito burra,
de-lhe um toque de inteligência.
É preciso treinar e controlar a ambição
para sermos seguros e lucidos em nosso caminhar.
A ambição é encantadora, traz esperança,
aos abatidos, rejuvenesce os idosos,
faz ricos os pobres, enaltece a
existencia, mas é destituida de .......
Excelentes cientistas, pensadores
executivos, profissionais liberais são derrotados
em suas vidas não por problemas externos,
mas pelo caos interior.
Sempre promovido pela ambição.
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