quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Obsessor

Misericórdia;............em súplica na praça
O condenado estorcega-se e geme, clamando por justiça
A turba aos em puxões - enorme nau sem leme
Abisma-se no mar da violência devassa
O réu chora, maldiz a sentença e fortes denuncias ameaça
O carrasco desdobra espessa corda creme
Tomba a cabeça irada, o torso rola, treme
Bambaleando ao clamor da imensa populaça
Mas do corpo suspenso, agora inerte e quedo
Sai o Espiríto em sombra um trabalhador, porém agora sem medos
De olhar a reluzir, em lúgubre transporte
Qual fantasma a destilar justiça! justiça! justiça!
Segue, em busca extrema, e intimorato alcança
Os implacáveis juízes que o condenara friamente a morte
de: Pereira de Castro
Não olvideis jamais o conceito imortal, há alegria no bem e há tristeza no mal.
Monstros!Monstros! Olhem os monstros
Quando vinha.......o rosto bexiguento

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