END
Ensaios Não Destrutivos são técnicas aplicadas a produtos acabados, ou semi acabados para através de princípios físicos definidos, detectarem falta de homogeneidade (descontinuidades) no material sem alterar suas características de END e físicas, químicas, mecânicas ou dimensionais e sem interferir em seu uso previsto.
O END pode ser executado em peças brutas, durante o processamento, em serviços ou em inspeções finais.
Existem diversas técnicas de END e nenhuma delas isoladamente poderem fornecer 100% de confiabilidade sobre a qualidade da peça.
Porém, adequadamente selecionadas e executadas, garantem a conformidade do produto segundo a aplicação pretendida.
Entre as técnicas mais usuais destacam-se as que se segue:
ENSAIOS ULTRA-SONICOS
Método em que feixes de ondas sonoras de alta freqüência (normalmente entre 1 e 25 MHz) são introduzidos no material a ser inspecionado para detecção de descontinuidades internas.
Como principais vantagens apresentam o grande poder de penetração, permitindo a detecção de falhas internas profundas, altas sensibilidade, detectando até pequenas falhas; somente uma superfície precisa estar acessível; e não oferece risco ao pessoal envolvido.
Como desvantagens exigem, no caso de operação manual, grande atenção do inspetor; profundo conhecimento para o desenvolvimento dos procedimentos; peças com superfícies rugosas ou de superfície irregular são de difícil inspeção, descontinuidades muito próximas da superfície não são detectadas; padrões de referencias são necessários tanto para a calibração do equipamento quanto para a comparação das indicações.
LÍQUIDO PENETRANTE:
Uma das técnicas mais antigas em utilização industrial são entes. especificada para detecção de indicações superficiais em materiais não absorvente.
Baseia se na capacidade de penetração de certos líqüidos numa abertura mesmo contra a ação da gravidade. Grosso modo, os passos principais na execução do ensaio incluem a limpeza da superfície a ser ensaiada; aplicação do penetrante e a remoção de seu excesso da superfície, aplicação do revelador e avaliação do mancha mento.
Largamente aplicado em materiais cerâmicos, estruturas de aço, vidro, materiais não magnéticos e em superfícies usinadas, apresenta alta sensibilidade na detecção de trincas e descontinuidades superficiais; custo baixo; portátil, na maioria dos casos; além de ser de fácil aprendizado. Como desvantagens são especificadas somente para localizar indicações abertas à superfície; avaliação das indicações às vezes difícil; e necessária compatibilidade entre material penetrante e ensaiado, devido a fatores de corrosão.
CORRENTES PARASITAS
Baseado em princípios da indução eletromagnética, é utilizado para identificar, através das condições físicas, estruturais e metalúrgicas, metais ferromagnéticos ou não ferromagnéticos condutores.
A peça a ser ensaiada é colocada no interior ou próxima de uma bobina elétrica na qual circula uma corrente alternada.
Esta ocasiona correntes parasitas na peça, como resultado da indução eletromagnética.
Os campos eletromagnéticos na peça e ao seu redor dependem tanto do campo magnético da bobina como da corrente parasita que circula na peça.
As variáveis operacionais que devem ser consideradas, impedância da bobina, condutividade elétrica, permeabilidade magnética, fator de enchimento, efeito de borda e pelicular.
Apresenta como vantagens o fato de ser adaptável a inspeções que necessitem ser realizadas a altas velocidades e pode ser aplicado a lotes inteiros.
Indicada para medir ou identificar condições e propriedades como condutividade elétrica, permeabilidade magnética, tamanho de grão, condição de tratamento térmico, etc., detecta descontinuidades superficiais e internas, classifica materiais diferentes e mede a espessura do revestimento isolante sobre material condutor.
Entre as limitações da técnica, destacam-se subjetividade quanto a indicações não relevantes, utilizáveis somente em materiais condutores, e, em alguns casos, há dificuldades para se avaliar as indicações devido à variação na composição dos materiais.
PARTICULAS MAGNETICAS
Método para localização de descontinuidade superficial e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos.
Basicamente, quando o objetivo a ser ensaiada está magnetizado, as descontinuidades situadas transversalmente ao campo magnético ocasionam um campo de fuga.
A presença de um campo de fuga e de descontinuidade, portanto é detectada pelo uso de partículas ferromagnéticas finalmente divididas, reunidas e mantidas pelo campo de fuga.
As partículas secas ou úmidas são aplicadas na superfície do objeto de ensaio, que recebe ainda um veículo líquido (água ou óleo).
Utilizado normalmente na inspeção final e de recebimento, durante o processamento e controle da qualidade etc.; apresenta como vantagens a sensibilidade para localização de trincas pequenas e rasas em materiais ferromagnéticos.
Porem, revestimentos finos de tintas e outros materiais não magnéticos podem afetar os resultados dos testes.
Além disso, sua aplicação é restrita a ferromagnéticos, sem que o campo magnético precisa estar numa direção que intercepte a descontinuidade em ângulo favorável.
A desmagnetização após os testes é necessária e deve-se tomar cuidado para evitar queimaduras e aquecimento localizado empeças acabada.
RADIOGRAFIA
Método utilizado na inspeção de componentes e conjuntos baseia-se na absorção diferenciada de radiação penetrante de comprimentos de onda muito pequenos ou de radiações particulares pela peça ensaiada.
Na radiografia convencional, o objeto é exposto a um feixe de raios-X ou gama e a porção não absorvida pelo objeto vai de encontro a uma película de filme.
A radiação não absorvida impressiona a emulsão do filme, que revelador produz um retrato da imagem bidimensional do objeto.
Muito usado em fundidos e em conjuntos soldados principalmente quando se exige a garantia de isenção de falhas internas.
Entre as vantagens do método estão à possibilidade de uso na inspeção da maioria dos materiais sólidos, tanto em ligas ferrosas quanto não ferrosas e materiais compostos e não metálicos.
A grande desvantagem é seu alto custo, comparado a outros métodos, sem contar o elevado investimento inicial, necessário para se montar uma estação de inspeção radiográfica.
Além disso, certos tipos de falhas são de difícil detecção e somente trinca localizada paralelamente ao feixe radiante pode ser localizada.
A utilização dos raios-X pode causar danos à saúde do operador.
Além destes ensaios descritos baseados em informações da ABENDE, há outros chamados de não convencionais.
Nesta categoria, os mais utilizados são: a termo grafia; termo visão; emissão acústica e analise de vibrações.
sábado, 17 de março de 2012
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