sábado, 17 de março de 2012

Especificãção de Isolamento Térmico

ESPECIFICAÇÃO DE ISOLAMENTO TÉRMICO


INDICE

1 – OBJETIVO
2 – LIMITES DE APLICAÇÃO
3 – CONDIÇÕES CONTRATUAIS
4 – INPEÇÃO
5 – REQUISITOS GERAIS
6 - MATERIAIS
7 - APLICAÇÃO
8 – DÚVIDAS E OMISSÕES
9 – TABELAS DE ESPESSURA ECONOMICA

















1 – OBJETIVO
Esta E.T. Especificação Técnica tem por objetivo determinar os requisitos exigidos para o fornecimento de materiais e aplicação dos mesmos em isolamento térmico nas tubulações e equipamentos da unidade industrial da.............................................situada no Município de ..............................

2 – LIMITES DE APLICAÇÃO
2.1 Em particular, considera-se como limites de aplicação desta as temperaturas 40ºC e 250ºC como mínima e máxima para tubulações aquecidas.
E considera-se como limites de aplicação destas as temperaturas de -10ºC a – 150ºC para as tubulações de gliogênicas.

3 – CONDIÇÕES CONTRATUAIS
3.1 Estas estabelecem as condições básicas para fornecimento, não sendo admissível ao fornecimento de materiais ou serviços deficiente, em virtude de falhas ou omissão desta.
3.2 Quaisquer divergência entre normas e esta ET deverá prevalecer a mais rígida, bem como comunicar o fiscal da Obra antes de iniciar os serviços.
Toda iniciativa própria do Fornecedor deverá ter prévia aprovação da fiscalização da Obra.
3.3 Os materiais e bem como sua aplicação serão garantidos pelo Fornecedor, pelo prazo mínimo de um ano, após aprovação e liberação por parte da Fiscalização da Obra.
3.4 Independente da aprovação, todos os itens que, no prazo estabelecido, adequabilidade devido à má qualidade do material e ou aplicação deverão ser removidos e refeitos pelo Fornecedor, totalmente às suas expensas e no prazo que for julgado mais conveniente pelo Cliente.
3.5 O fornecedor obriga-se a seguir as normas de segurança e higiene, que serão fornecidas pela Fiscalização da Obra, sendo de seu fornecimento todos os equipamentos, acessórios, proteções, etc., que se fizerem necessários ao cumprimento das normas.
3.6 Será também de encargo do Fornecedor todos os materiais, equipamentos auxiliares, mão de obra, ensaios, testes, guarda material, transporte, limpeza e todos os demais itens e atividades advenientes.
3.7 todo local de trabalho deverá ser mantido em ordem e limpo, devendo ser removido tudo que for considerado obstáculo a execução e outras atividades inerentes de montagem.
3.8 – O fornecedor deverá erigir em local, previamente indicado pela Fiscalização da Obra, todas as obras destinadas ao abrigo de materiais e seus órgãos de apoio. Ao término da obra, toda a área deverá ser desimpedida e limpa.
4. INSPEÇÃO
4.1 Os materiais a serem fornecidos ou empregados pelo Fornecedor estarão sujeitos à inspeção em conformidade com as Normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.
4.2 Os materiais eventualmente rejeitados pela inspeção serão repostos pelo Fornecedor, às suas custas, com material que atenda as Normas – ABNT – EB 221
4.3 A inspeção poderá ser executada pelo Cliente ou por seus Prepostos que terão o direito de inspecionar os materiais e sua aplicação, incluindo-se aqueles de fabricação no Campo. Qualquer material ou instalação consideradas com defeitos deverá ser removida e substituída pelo Fornecedor.
4 .4 A inspeção realizada não exime o Fornecedor da responsabilidade de seguir estritamente as normas, tanto na aplicação, quanto na qualidade do material fornecido.
5 . REQUISITOS GERAIS DE ISOLAMENTO
5.1 As espessuras do isolamento serão determinadas nas ETT- Especificações Técnicas de Tubulação tomando – se por base o Código de Isolamento considerado, as temperaturas de operação e na falta deste deverá o Fornecedor levar em consideração o apresentado na Tabela 9 anexa.
5.2 O isolamento a quente será utilizado nas superfícies onde a perda de calor deve ser limitada por razões econômica ou de controle de processo e proteção pessoal.
A menos quando especificado em contrário, toda a superfície das tubulações ou equipamentos devem ser isoladas com as exceções a seguir:
- válvulas e flanges das tubulações de DN menor que 2”.
- Linhas de dreno e vent de equipamento isolados, após a primeira válvula de bloqueio.
- purgadores de vapor.
5.3 Isolamento para proteção pessoal será utilizado para superfície em temperatura acima de 40ºC onde se exige que a perda do calor seja limitada. A menos que especificado em contrário, o isolamento para proteção pessoal deverá ser aplicado apenas nas superfícies sujeitas a contato pessoal, ou seja, serão isoladas as superfícies até a altura de 2,30m.
Acima do solo ou plataformas, e estendendo-se até 60 cm para fora destas.
Serão isoladas ainda as superfícies aquecidas situadas próximas de escadas e plataformas.
Não serão isolados, bombas, sopradores e acionadores, a menos que esteja explicitamente indicado.
5.4 Sempre que a espessura do isolamento for superior a 2” ele será aplicado em mais de uma camada, e as mesmas devem ter as juntas desencontradas e firmemente fechadas.
5.5 Os ensaios hidrostáticos devem ser sempre executados antes do isolamento. Caso seja necessário a aplicação do isolamento antes dos ensaios, as soldas deverão ficar expostas até a finalização dos ensaios.
5.6 Os materiais utilizados devem ser devidamente protegidos contra chuva, pó e umidade, antes e após a aplicação.
5.7 Antes da aplicação deverá ser certificado que todo o material está em conformidade com as normas e especificações.
5.8 As superfícies a serem isoladas deverão estar isentas de poeira e sujeira como, óleo, graxa, areia, umidade e quaisquer material estranho, deverá ser totalmente removido, antes do inicio da aplicação do isolamento.
5.9 As superfícies, deverão estar protegidas com anti corrosivo, antes de aplicar o isolamento, com exceção das superfícies em aço inox. As providências para atender este item não fazem parte do fornecimento do isolamento térmico.
5.10 As placas de aterramento, identificações e suporte de tubulações, escadas e plataformas não deverão ser isolados.
5.11 Todas as válvulas, flanges, estações de controle, bocais, bocas de visita, deverão ser isolados com pré-moldados ou pré-fabricados, facilmente removíveis e que permitam o aparafusamento ou desmontagem sem danificação do isolamento. Este isolamento será conforme padrões do Fornecedor, desde que previamente aprovado pela Fiscalização da Obra.

5.12 As interrupções do isolamento como, suportes, bocas de visita, bocais, placas de identificação, etc, deverão ser executadas de modo não ser possível a entrada de pó e umidade. Este serão em conformidade com os padrões do Fornecedor e previamente aprovados pela Fiscalização da Obra.
5.13 A utilização de materiais equivalentes ao especificado, somente será permitido somente com autorização da Fiscalização da Obra.
5.14 todos os material aplicado deverá ser fornecido com certificado que atestam sua adequação ás especificações e sua origem.
5.15 A aplicação deverá obedecer aos princípios da boa técnica e, onde se fizer necessário, a experiência do Fornecedor deverá suprir deficiências que eventualmente existam nesta.
5.16 deficiências ou omissões desta especificação não eximem o Fornecedor da responsabilidade total do serviço.

6 MATERIAIS
Os materiais básicos a serem utilizados são apresentados no seguir:
6.1 – Para as tubulações.
6.1.1 – Isolante, silicato de cálcio com características que atendam no mínimo as exigências da ABNT – EB – 221 / NBR 10662 ou PETROBRAS N – 1618 ª
Cimento de rejuntamento à base de silicato de cálcio compatíveis com o isolamento.
6.1.2 – Fixação em arame recozido galvanizado bitola BWG 16 para fixação do isolante, quando constituído de uma só camada, para duas camadas aplicar arame galvanizado macio recozido BWG 12.
A tela de arame será, galvanizada de malha hexagonal de ½” com fio BWG 20.
6.1.3 – Acabamento em alumínio liso espessura 0,8mm, meio duro H18 referência 57s da ALCAN ou similar, com juntas rebordeadas e rebites.
As curvas até DN 2” terão intercessão a 90º e as de DN superior serão construídas em forma gomada.
6.2 Para os Equipamentos
6.2.1 – As mantas devem ser em fibra de vidro branca isenta de resina ou lã de rocha na densidade 60Kg/m³ para temperaturas até 400ºC.

6.2.2 – Fixação os pinos em aço carbono no diâmetro de 1/8” com comprimento adequado a espessura do isolamento
Cantoneiras em aço carbono estrutural de 1 ½” x 1 ½ x 1/8” com comprimento e raios adequados a sustentação dos painéis e chapas.
6.2.3 – Acabamento em chapa lisa de alumínio ou aço carbono galvanizada com pintura plastificada em ambas as faces, espessura 0,8 mm, rebitadas nas cantoneiras de sustentação.
7. APLICAÇÃO
7.1 – Generalidades
7.1.1 – As superfícies a serem isoladas devem estar limpas e secas.
7.1.2 – Nas tubulações horizontais e nos equipamentos o isolamento deve sempre ser aplicado de baixo para cima, prevendo os suportes quando necessários.
7.1.3 – O isolamento deve estar limpo e seco por ocasião da aplicação.
7.1.4 – O isolamento deve ser aplicado com juntas desencontradas, evitando a continuidade de juntas especialmente no sentido de expansão da linha ou do equipamento.
7.1.5 – Sempre que necessário deverão ser previstas juntas de expansão, preenchidas com isolamento fibroso e resili ente, de modo a acompanhar os movimentos de expansão e retração das linhas e equipamentos.
7.1.6 – Quando a espessura do isolamento for maior que 2” ele será aplicado em duas camadas, com juntas desencontradas entre elas, formando mata-juntas
7.1.7 – As tubulações com traço de vapor serão dotadas de pasta termo condutora na área do traço de vapor.
7 .2 – Procedimento
7.2.1 Nas tubulações em trechos retos inicia-se o isolamento com calha e meia calha, desencontrando as juntas transversais, e as juntas horizontais devem estar afastadas 45º do eixo horizontal.
A fixação do isolamento é realizada com arame galvanizado macio BWG 16 quando tratar-se de uma camada ou primeira camada, a segunda camada será fixada com arame BWG 12.
7.2.2 – Acessórios de Tubulação como curvas, tees, flanges, válvulas, reduções e quaisquer outro acidente serão isolados com peças pré-fabricadas, inteiriça e removível. O acabamento será executado em alumínio liso em peças removíveis. Em alternativa o acabamento poderá ser executado em composição asfáltica aplicada sobre tela de arame galvanizada de malha ½”, neste caso deverá ter a aprovação da Fiscalização da Obra.
7.3.2 – Equipamentos tais como, vasos, torres, tanques, etc terão pinos de aço carbono soldados em seu corpo, servindo de elementos de fixação do isolamento. Sempre que necessário utilizar cantoneiras soldadas na superfície por pontos de apoio ao isolamento e fixação das chapas de acabamento.
O acabamento destes equipamentos serão executados com chapa de alumínio ou aço carbono galvanizada de espessura 0,8 mm.
As chapas serão sobrepostas, transpostas e fechadas com rebites POP. Os tanques terão na borda superior uma pequena aba que servirá de pingadeira para água de chuva ou umidade.
As chapas deverão subir pelo costado do tanque sobre o isolamento, até encontrar-se com a parte inferior da pingadeira e dispostas com sua maior dimensão no sentido horizontal e a chapa superior será sobreposta à inferior, isto é, a mais alta cobrirá a mais baixa. O teto poderá ser isolada conforme especificação particular.
8 . DÚVIDAS E OMISSÕES
As dúvidas e eventuais omissões nesta ET deverão ser solucionadas recorrendo-se, no possível às Especificações Particulares, Métodos e Procedimentos da ABNT e na falta as Normas da PETROBRAS.











9 . TABELA DE ESPESSURAS ECONOMICAS

DN TEMPERATURA DE OPERAÇÃO ºC
200 250 300 350 400
½” 1” 1” 1 ½” 1 ½” 1 ½”
¾” 1” 1 ½” 1 ½” 1 ½” 2”
1” 1” 1 ½” 1 ½” 1 ½” 2”
1 ½” 1” 1 ½” 1 ½” 2” 2”
2” 1” 1 ½” 1 ½” 2” 2”
2 ½” 1” 1 ½” 1 ½” 2” 2”
3” 1” 1 ½” 1 ½” 2” 2” ½”
4” 1” 1 ½” 11/2” 2” 2” ½”
5” 1” 1 ½” 2” 2 ½” 2 ½”
6” 1 ½” 1 ½” 2” 2 ½” 2 ½”
8” 1 ½” 1 ½” 2” 2 ½” 2 ½”
10” 1 ½” 1 ½” 2” 2 ½” 2 ½”
12” 1 ½” 1 ½” 2” 21/2” 2 ½”
14” 1 ½” 2” 2” 21/2” 3”
16” 1 ½” 2” 2” 2 ½” 3”
18” 2” 2” 2” 2 ½” 3”
20” 2” 2” 2” 2 ½” 3”

Obs: o material considerado nesta Calorisol 815 ou similar

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